|
A Incubadora Educacional de Santo André (InNova Educacional), que incubará projetos voltados à educação, será inaugurada até o final do próximo mês. Ela irá atuar com empresas, professores, tecnólogos, historiadores e educadores que tenham bons projetos e propostas para gerar novos conhecimentos, desenvolver softwares, kits, materiais e produtos da área educacional.
A entidade já possui quatro empresas para serem incubadas. São elas: Ciência Prima, que faz assessoria a projetos de exposição científicos; Pólo Docente, que realiza a capacitação de professores e produção de publicações nas áreas de ciências naturais e ciências humanas; Navega Mundo, que cria, através de um site da Internet, histórias contextualizadas, para ajudar o aprendizado das crianças; Gigasoft, que desenvolve softwares educativos e realiza cursos de educação continuada para empresas com o uso da Internet (e-learning corporativo). Mantida pela Prefeitura de Santo André e tendo como principais parceiros o Centro Universitário Fundação de Santo André (FSA), a Associação de Amigos da Estação Ciência e a Fundação Santo André, a InNova Educacional capacita os empreendedores em aspectos técnicos, gerenciais e mercadológicos. A nova incubadora faz parte da Incubadora de Base Tecnológica de Santo André (InNova).
A entidade possui três tipos de empresas: empresa externa, empresa hospedada (nestes dois casos, as empresas não necessitam de um espaço físico para desenvolver o trabalho) e empresa residente, que necessita de um espaço físico para desenvolver o trabalho. “As empresas que precisam de um espaço para colocar seus projetos em prática podem instalar-se na incubadora. O custo é bem menor do que alugar uma sala comercial”, explicou o gerente da InNova Educacional, Luis Roberto Batista. As empresas instaladas na incubadora possuem um box de 20 metros quadrados com infra-estrutura física — apoio administrativo, equipamentos, cursos, treinamentos, água, luz, Internet, telefone, secretária, assessoria técnica nas mais diversas áreas para micro, pequenas e médias empresas — e pagam no máximo R$ 300 pelos serviços. “Vamos abrir seis vagas para novos projetos no segundo semestre deste ano. O objetivo é ter dez empresas incubadas até janeiro de 2007”, diz Batista.
Para realizar a seleção dos projetos que serão incubados, a entidade possui um edital permanente: os interessados podem apresentar, durante todo o ano, um plano de negócios detalhado, que terá de atender a uma série de pré-requisitos que tornam a empresa capacitada para o período de incubação. A finalidade do edital é apoiar a criação e o desenvolvimento de pequenas e microempresas cujos produtos, processos ou serviços incorporem um elevado grau de inovação na área da educação.
“O objetivo é tirar as teses de mestrado e de doutorado de dentro das universidades. Afinal, quem faz mestrado ou doutorado tem uma idéia e a aplica. Ou seja, temos idéias aprovadas, testadas e certificadas e que não estão no comércio, na economia. Assim, o que pretendemos é tirar essa produção da estante das bibliotecas e colocá-la no mercado”, ressaltou o gerente da InNova Educacional. Segundo ele, a expectativa é diminuir a distância existente atualmente entre o universo acadêmico e o empresarial.
Histórico
A InNova de Base Tecnológica iniciou suas atividades em 2002 e conta com 16 empresas incubadas. Com a inclusão da divisão educacional, deverá alcançar 20 empresas até o final do ano. A entidade mantém, ainda, convênios de cooperação técnica e mercadológica com incubadoras italianas — a LIDB, de Sesto San Giovanni, e a OMC, de Milão — para troca de informações e propagação de produtos tanto no Brasil como no exterior.
|