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"" Data da Notícia: 02/05/2006 A Incubadora Educacional de Santo André (InNova Educacional), que incubará
projetos voltados à educação, será inaugurada até o final do próximo mês.
Ela irá atuar com empresas, professores, tecnólogos, historiadores e
educadores que tenham bons projetos e propostas para gerar novos
conhecimentos, desenvolver softwares, kits, materiais e produtos da área
educacional.
A entidade já possui quatro empresas para serem incubadas. São elas:
Ciência Prima, que faz assessoria a projetos de exposição científicos; Pólo
Docente, que realiza a capacitação de professores e produção de publicações
nas áreas de ciências naturais e ciências humanas; Navega Mundo, que cria,
através de um site da Internet, histórias contextualizadas, para ajudar o
aprendizado das crianças; Gigasoft, que desenvolve softwares educativos e
realiza cursos de educação continuada para empresas com o uso da Internet
(e-learning corporativo). Mantida pela Prefeitura de Santo André e tendo
como principais parceiros o Centro Universitário Fundação de Santo André
(FSA), a Associação de Amigos da Estação Ciência e a Fundação Santo André,
a InNova Educacional capacita os empreendedores em aspectos técnicos,
gerenciais e mercadológicos. A nova incubadora faz parte da Incubadora de
Base Tecnológica de Santo André (InNova).
A entidade possui três tipos de empresas: empresa externa, empresa
hospedada (nestes dois casos, as empresas não necessitam de um espaço
físico para desenvolver o trabalho) e empresa residente, que necessita de
um espaço físico para desenvolver o trabalho. “As empresas que precisam de
um espaço para colocar seus projetos em prática podem instalar-se na
incubadora. O custo é bem menor do que alugar uma sala comercial”, explicou
o gerente da InNova Educacional, Luis Roberto Batista. As empresas
instaladas na incubadora possuem um box de 20 metros quadrados com
infra-estrutura física — apoio administrativo, equipamentos, cursos,
treinamentos, água, luz, Internet, telefone, secretária, assessoria técnica
nas mais diversas áreas para micro, pequenas e médias empresas — e pagam no
máximo R$ 300 pelos serviços. “Vamos abrir seis vagas para novos projetos
no segundo semestre deste ano. O objetivo é ter dez empresas incubadas até
janeiro de 2007”, diz Batista.
Para realizar a seleção dos projetos que serão incubados, a entidade
possui um edital permanente: os interessados podem apresentar, durante todo
o ano, um plano de negócios detalhado, que terá de atender a uma série de
pré-requisitos que tornam a empresa capacitada para o período de incubação.
A finalidade do edital é apoiar a criação e o desenvolvimento de pequenas e
microempresas cujos produtos, processos ou serviços incorporem um elevado
grau de inovação na área da educação.
“O objetivo é tirar as teses de mestrado e de doutorado de dentro das
universidades. Afinal, quem faz mestrado ou doutorado tem uma idéia e a
aplica. Ou seja, temos idéias aprovadas, testadas e certificadas e que não
estão no comércio, na economia. Assim, o que pretendemos é tirar essa
produção da estante das bibliotecas e colocá-la no mercado”, ressaltou o
gerente da InNova Educacional. Segundo ele, a expectativa é diminuir a
distância existente atualmente entre o universo acadêmico e o empresarial.
Histórico
A InNova de Base Tecnológica iniciou suas atividades em 2002 e conta com
16 empresas incubadas. Com a inclusão da divisão educacional, deverá
alcançar 20 empresas até o final do ano. A entidade mantém, ainda,
convênios de cooperação técnica e mercadológica com incubadoras italianas —
a LIDB, de Sesto San Giovanni, e a OMC, de Milão — para troca de
informações e propagação de produtos tanto no Brasil como no exterior.
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