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Um dos segmentos que têm despontado na área de marketing como um mercado bem-sucedido é o de meios de comunicação interativos.
"O uso da internet para reforçar uma marca é cada vez mais reconhecido como eficaz, pois possibilita que o consumidor interaja com o produto ou o serviço e tenha controle sobre o conteúdo que se quer ver, além de poder fazer compras", afirma Marco Bebiano, 30, gerente de mídia da agência Click.
"Quando a banda larga estiver mais acessível e atingir um público maior, será mais comum usar formatos mais pesados, como vídeos. A grande revolução virá mesmo com a rede wireless (sem fio), pois a mobilidade permitirá que a mídia atinja o consumidor em qualquer lugar", completa Bebiano, formado em publicidade e propaganda pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e com pós-graduação em marketing na ESPM.
O presidente da Click, Pedro Cabral, 47, ressalta ainda que, no futuro, outras mídias devem acompanhar a internet nessa evolução dos meios que possibilitam aplicações diversificadas do marketing, como os jogos eletrônicos e o celular.
"O nosso objetivo de marketing não é vender latinhas de Coca-Cola pelo site da empresa", afirma Cabral ao citar, como exemplo, o trabalho desenvolvido por sua agência para um de seus clientes. "Pretendemos influenciar nos hábitos de consumo do produto. Uma das possibilidades que o usuário tem ao acessar o site é instalar ícones, planos de fundo e imagens de exibição da Coca-Cola no MSN (mensagem instantânea)", destaca Cabral.
Ressalva
No entanto, o diretor de negócios e mídia da W/Brasil, Paulo Gregoraci, faz algumas ressalvas sobre o segmento.
"A internet é um meio que surge com grandes possibilidades, mas as mídias convencionais, como a televisão, o rádio, os jornais e as revistas não vão perder importância", diz.
Os investimentos em internet representam cerca de 1,5% da verba de mídia, segundo Gregoraci. Já a televisão aberta recebe quase 60% desse montante. "Pessoas das classes D e E têm televisores em casa. A televisão é ainda o principal meio de comunicação de massa", justifica. "Mas o mercado começa a voltar a atenção para a internet."
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