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Internet impõe mudanças ao setor
"O uso da internet para reforçar uma marca é cada vez mais reconhecido como eficaz."

Data da Notícia: 30/11/2005


Um dos segmentos que têm despontado na área de marketing como um mercado
bem-sucedido é o de meios de comunicação interativos.

 "O uso da internet para reforçar uma marca é cada vez mais reconhecido
como eficaz, pois possibilita que o consumidor interaja com o produto ou o
serviço e tenha controle sobre o conteúdo que se quer ver, além de poder
fazer compras", afirma Marco Bebiano, 30, gerente de mídia da agência
Click.

 "Quando a banda larga estiver mais acessível e atingir um público maior,
será mais comum usar formatos mais pesados, como vídeos. A grande revolução
virá mesmo com a rede wireless (sem fio), pois a mobilidade permitirá que a
mídia atinja o consumidor em qualquer lugar", completa Bebiano, formado em
publicidade e propaganda pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie e com
pós-graduação em marketing na ESPM.

 O presidente da Click, Pedro Cabral, 47, ressalta ainda que, no futuro,
outras mídias devem acompanhar a internet nessa evolução dos meios que
possibilitam aplicações diversificadas do marketing, como os jogos
eletrônicos e o celular.

 "O nosso objetivo de marketing não é vender latinhas de Coca-Cola pelo
site da empresa", afirma Cabral ao citar, como exemplo, o trabalho
desenvolvido por sua agência para um de seus clientes. "Pretendemos
influenciar nos hábitos de consumo do produto. Uma das possibilidades que o
usuário tem ao acessar o site é instalar ícones, planos de fundo e imagens
de exibição da Coca-Cola no MSN (mensagem instantânea)", destaca Cabral.

Ressalva

 No entanto, o diretor de negócios e mídia da W/Brasil, Paulo Gregoraci,
faz algumas ressalvas sobre o segmento.

 "A internet é um meio que surge com grandes possibilidades, mas as mídias
convencionais, como a televisão, o rádio, os jornais e as revistas não vão
perder importância", diz.

 Os investimentos em internet representam cerca de 1,5% da verba de mídia,
segundo Gregoraci. Já a televisão aberta recebe quase 60% desse montante.
"Pessoas das classes D e E têm televisores em casa. A televisão é ainda o
principal meio de comunicação de massa", justifica. "Mas o mercado começa a
voltar a atenção para a internet."		

Fonte: Folha de S. Paulo - SP



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