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Alunos da Unilins contribuem com a inclusão digital de deficientes
Alunos de Engenharia criaram adaptações em recursos de informática para o Núcleo de Apoio Integrado ao Atendimento Educacional Especializado.
28/02/2013
Prof. Deraldo Ferreira Neto
Imagem: Divulgação
 
Em Lins foi criado, em 2010, pela Secretaria Municipal de Educação, o Núcleo de Apoio Integrado ao Atendimento Educacional Especializado (NAIAEE), que tem como objetivo principal aprimorar e garantir o processo de inclusão escolar dos alunos com deficiência e/ou necessidades educacionais especiais, matriculados no município oferecendo atendimento educacional especializado, suporte e apoio às unidades escolares e às famílias. O Núcleo conta com uma equipe multidisciplinar na avaliação e desenvolvimento das atividades junto aos assistidos e seus familiares valendo-se também do apoio de parceiros como a Unilins.` Entre as necessidades apontadas pelo Núcleo, encontram-se as adaptações em recursos de informática, como mouses, teclados e outros. A parceria com a Unilins contribuiu neste processo, no período de maio a dezembro de 2012, por meio da disciplina Laboratório de Projetos Mecânicos, do curso de Engenharia de Automação e Controle, na qual alunos realizaram projetos de adaptação de mouses. Além disso, o professor José Queiroz ministrou oficinas para os profissionais e estagiários do Núcleo, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária da Unilins, para a adaptação de carrinhos para entrada de acionadores. Estes instrumentos favorecem principalmente a aqueles com comprometimento dos membros superiores (braços e mãos), dando-lhes uma maior autonomia e independência no uso de diferentes materiais, além de ampliar sua participação nas atividades em sala de aula, terapia e ambiente familiar. Tentando aliar criatividade, funcionalidade e conforto, o pensamento focou-se num primeiro momento em realizar adaptações que fossem de baixo custo e possíveis de serem reproduzidas pelos pais dos alunos e ou profissionais do Núcleo. A perspectiva para 2013 é dar continuidade aos projetos realizados a partir da avaliação dos deficientes, seus familiares e da equipe do Núcleo, acerca da eficácia do uso dos equipamentos, mas também desenvolver outros protótipos. Atualmente, as Tecnologias de Informação cada vez mais se afirmam como pilares da comunicação e interação com o mundo, possibilitando tanto a aquisição da emancipação individual, quanto à consciência coletiva necessária para a superação da “dependência social e dominação política”. As pessoas com deficiência, em sua grande maioria estão ainda excluídas dos espaços públicos, das escolas, do mercado de trabalho, da convivência em sociedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam, no mundo inteiro, mais de 600 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 10% da população global. No Brasil, 24,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, de acordo com o IBGE, no Censo de 2000. Estes dados nos levam a perceber o tamanho do desafio envolvido na construção de uma sociedade de caráter inclusivo, a qual se pressupõe o respeito às diferenças, à valorização da diversidade humana e á garantia do acesso universal aos direitos, sem barreiras ou limitações de natureza socioeconômica, cultural ou em razão de alguma deficiência. É nesse contexto que as políticas públicas de inserção de pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida, com o auxílio da Tecnologia Assistiva ou ajudas técnicas, tornam-se extremamente relevantes. São recursos dessa área, desde programas especiais de computador, teclados adaptados, leitores de tela até um simples artefato adaptado, como por exemplo, um lápis de cabo curvado, que podem ajudar os deficientes na superação de barreiras ao acesso à informação e ao conhecimento. A Tecnologia Assistiva é uma maneira concreta de minimizar as barreiras causadas pela deficiência, além de possibilitar a inserção desse indivíduo em ambientes ricos para a aprendizagem e convívio, proporcionados por sua cultura, contribuindo assim para redução do preconceito social e colaborando para promover uma maior integração das pessoas no meio em que vivem.
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