Uma das melhores formas de fazer o cérebro armazenar informações na memória é cuidar do sono. Dormir de sete a oito horas por dia, manter os hábitos no fim de semana, evitar comer muito e beber estimulantes antes de ir para cama são algumas dicas básicas, mas que podem fazer a diferença na produtividade, no estudo, na criatividade, na energia e na qualidade de vida. Dormir menos de seis horas por noite, por exemplo, pode evitar que novas informações sejam armazenadas na memória.
PhD e professor do departamento de Psicologia da Universidade de Cornell, James Mass é autor do livro Power Sleep (Poder do Sono) e diz que uma boa noite de sono não é um luxo, mas uma necessidade. E a chave está no sono REM, fase que ocorre geralmente no fim da noite, quando as pessoas estão mais propensas a sonhar. Neste período o cérebro reabastece neurotransmissores que organizam as redes neurais responsáveis pela memória, aprendizagem, desempenho e solução de problemas.
No sono REM o cérebro transfere memórias de curto prazo no córtex motor para o lobo temporal, tornando-as assim memórias de longo prazo. O pesquisador faz a seguinte comparação: você está aprendendo a jogar golfe, mas não dorme direito. Como o cérebro não se recompôs plenamente, o desempenho no dia seguinte é como se o jogador sequer tivesse treinado.
Por isso, diz Maas, um cérebro sem sono deixa a pessoa “insalubre, burra e infeliz”.
Os riscos que as crianças correm por dormir pouco
por Equipe da Redação em junho 30, 2012
Ainda que a questão genética seja a principal responsável pela obesidade infantil, outros fatores merecem a atenção para prevenção clínica e orientação paterna. Alguns estudos já indicaram que um sono curto pode estar relacionado à obesidade.
Há outros fatores que podem amplificar o problema – como questões psicológicas e de relacionamento com a família – mas estas pesquisas mostraram que cada hora de sono a menos aumenta em 41% a predisposição à obesidade. Os resultados de pesquisa divulgada pelo site americano de medicina Journal Watch mostrou que uma criança que dorme em média 10 horas por dia tem 11% de probabilidade de ficar obesa. Quando esta média cai para 8 horas, o percentual dobra (24%).
Este estudo se soma a um crescente volume de evidências que ligam o sono à obesidade, o que reforça o cuidado que se deve ter com o descanso dos pequenos. Tudo isso, claro, sem esquecer de uma alimentação correta e que não prejudique o sono.
E quando a criança não consegue dormir?
por Equipe da Redação em junho 5, 2012
A hora de fazer as crianças descansarem é um dos maiores desafios para papais e mamães. É preciso muita paciência e rotinas bem definidas para que os pequenos se acostumem aos poucos e tenham um sono confortável. As dicas são da pediatra Márcia Hallinan, do Laboratório do Sono da Unifesp, publicadas na Crescer.com:
- Comece a desacelerar por volta das 18h;
- Priorize a leitura, um ótimo hábito para pais e filhos, e evite colocar computador e TV na mobília do quarto;
- Escolha uma música tranquila para a criança dormir. Mas depois de pegar no sono, desligue o som;
- Para quem tem medo do escuro, utilize uma luz azul. Mas o ideal é ter as luzes todas apagadas;
- Um objeto de transição (fralda, boneco ou bicho de pelúcia) traz conforto na hora de dormir;
- Se a criança chorar enquanto começa a cair no sono, fique por perto, mas não dê colo. A presença transmite segurança e, com o tempo, ela vai adormecer sozinha.
- Está de férias? Cuide para não desregular seu horário de sono
- por Equipe da Redação em dezembro 14, 2012
por Equipe da Redação
Um dos cuidados mais importantes que os pais devem ter com filhos em período de férias é o horário do sono. O fato de não ter compromissos não quer dizer que crianças e adolescentes possam desregular o período tradicional de dormir e despertar, pois isso pode ocasionar uma série de problemas no desenvolvimento metabólico.
A orientação dos pais é fundamental para que os jovens possam curtir o período de descanso mas sem prejudicar o organismo. Quem costuma dormir fora do horário normal nas férias e usa as noites para ficar no computador, jogar videogame ou assistir TV, pode sentir dores de cabeça, ficar irritado, ter uma alimentação desequilibrada (atacando a geladeira na hora em que não deve, por exemplo, e engordando) e desenvolver problemas de concentração – o que prejudica o desempenho na escola nos anos seguintes.
O relógio biológico e a produção de hormônios também são afetados por esta rotina de sono desregrada, lembra a otorrinolaringologista Cristiane Khadur Denis, que atua na área de medicina de sono para crianças. O sono diurno é menos profundo que o noturno, quando a liberação de hormônios atinge seu pico. O desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes, portanto, depende de uma rotina que favoreça o metabolismo. Os pais também devem dar o exemplo, com hábitos saudáveis de sono, criando um ambiente confortável no quarto (pouca luz antes de dormir e sem TV ou som ligados) e respeitando os horários do relógio biológico.
E antes das aulas recomeçarem, é preciso fazer uma adaptação gradual aos horários de dormir, para que o começo do ano letivo não seja um pesadelo – no dia a dia e também no boletim.