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Concluir um curso superior e conquistar uma vaga no mercado é uma aspiração que tem se tornado realidade para muitos jovens brasileiros. Embora os indicadores sociais ainda apontem o desemprego como grande problema no País, as oportunidades destinadas ao público universitário, com idades entre 19 e 28 anos, têm sido crescentes. É necessário, no entanto, saber combinar alguns fatores como fazer a escolha certa quanto a área que se vai atuar, observar os cursos que estão em alta e, sobretudo, se qualificar. Esses ingredientes fazem a diferença na hora de arrumar um estágio ou um bom emprego.
Recente pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP, MTE e CIEE, em 2003, revelou que aumentam, a cada ano, as vagas para jovens e profissionais qualificados. Em 13 estados do Brasil - Pernambuco está incluído - que passaram pela avaliação, foi constatado que de cada 100 estagiários, 64 são contratados pelas empresas. A pesquisa apontou também que, na opinião de 96% de ex-estagiários, o estágio estimula a permanência na escola e a conclusão do curso.
Para 100% dos professores entrevistados, os alunos devem fazer estágios. Hoje, Pernambuco tem 12.201 estudantes estagiando pelo Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE). Também há 10.061 estudantes qualificados no Cendecom/2004. No Brasil, são 250 mil alunos, inscritos no CIEE, que estão estagiando, segundo informações do CIEE.
Se por um lado o mercado está oferecendo oportunidades aos jovens, por outro está ainda mais exigente. Os estudantes e profissionais das diferentes áreas não podem se limitar apenas às graduações. Além de conhecimentos em informática e Inglês, o mercado quer outros requisitos.
A superintendente operacional do CIEE, Maria Inez Borges Lins, explica que o jovem não pode se limitar apenas aos conhecimentos básicos. “É fundamental não esquecer outros requisitos. Do ponto de vista comportamental, as empresas estão buscando estudantes com idéias inovadoras. Jovens que sejam comprometidos não apenas com o que fazem, mas com eles próprios. Esses certamente serão bons estagiários e grandes profissionais”, ensina.
A superintendente também destaca que o mercado quer aqueles que se antecipem às mudanças. Na sua opinião, os jovens de hoje são a força do mercado porque são os donos das idéias. “São quebradores de paradigmas e não têm vícios. São pessoas que estão desabrochando, abertas a tudo”.
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