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O cenário em que muitos analistas trabalham prevê que a economia brasileira deve crescer cerca de 5% ao ano até a Olimpíada de 2016. Fazendo uma conta simples, entre 2010 e 2016, a economia brasileira pode crescer cerca de 30%. Isso significa muito mais dinheiro em circulação, maior maturação de praticamente todos os setores do mercado, mais oportunidades e, consequentemente, muito mais oferta de empregos. Algumas áreas estão em franca expansão e deverão capitanear o iminente boom na economia nacional. Impossível ignorar os investimentos da ordem de US$ 150 bilhões, até 2020, que a exploração do petróleo da camada pré-sal exigirá dos setores público e privado. A Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 mudarão definitivamente o perfil de alguns setores do país. Ou então, num exemplo mais atual, como fechar os olhos para um dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo, que, mesmo atravessando a maior crise das últimas décadas, continua crescendo? Em meio a esse panorama, alguns profissionais e algumas carreiras ficarão muito valorizados. Portanto, esta é a hora de aproveitar as oportunidades. Confira algumas áreas estratégicas e cursos de pós-graduação que muito provavelmente irão garantir seu emprego e sucesso profissional.
Engenharia
Para quem é indicado?
Os cursos de pós-graduação em engenharia geralmente procuram pesquisar e desenvolver técnicas e aplicações que possam ser realmente utilizadas no cotidiano. São raros os projetos que se limitam a novas proposições teóricas; o mais comum é o desenvolvimento de trabalhos mais pragmáticos. Uma condição sine qua non para quem deseja cursar uma pós em engenharia é um mínimo de aptidão e interesse pelas ciências exatas. Outro ponto importante é o hábito de usar o computador. Atualmente, não é possível dissociar a engenharia do uso diário de programas de computador com as mais variadas funções e aplicações. Seja para construir a coluna de uma ponte ou fabricar um componente de telefone celular, há sempre um computador envolvido. E um engenheiro no comando.
Por que a área está em expansão
O Brasil carece de muitos investimentos em infraestrutura. Há uma grande demanda no mercado nacional por melhorias em meios de comunicação, transportes, sistemas de controle, energia. Muitos desses investimentos já estão sendo feitos e são realidade, como as grandes obras de construção civil (hidrelétricas, usinas de refino de etanol e petróleo, linhas de metrô e trens urbanos), a expansão e modernização de parques industriais, a popularização de tecnologias como banda larga e 3G, a exploração de novas jazidas de petróleo e gás, dentre muitos outros. Segundo recente pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Brasil tem apenas seis engenheiros para cada grupo de 100 mil pessoas. O ideal seria 25. Para se ter uma ideia do tamanho da demanda, somente a Petrobras deve contratar mais de cinco mil engenheiros até 2012. Quem for mais especializado certamente será mais valorizado.
Características do mercado
Civil, mecânica, elétrica, de produção, naval, de computação... não importa, todas as subdivisões da Engenharia estão cada dia mais valorizadas pelo mercado de trabalho. A escassez é tanta que, devido à falta de profissionais qualificados, a remuneração inicial média triplicou no último ano, de R$ 1.500 para R$ 4.500. As oportunidades de emprego são bem variadas e os engenheiros de boas escolas costumam ser assediados pelas empresas mesmo antes de se formarem. Quem cursa pós-graduação, a não ser que seja da área acadêmica, normalmente já está inserido no mercado de trabalho. Além das áreas de atuação específicas, engenheiros pós-graduados, por serem muito bons com números, planilhas e projeções, são muito requisitados no mercado financeiro e podem trabalhar em bancos ou em áreas contábeis de grandes empresas.
Meio ambiente
Para quem é indicado?
É um equívoco pensar que para cursar pós relacionada ao meio ambiente seja necessário gostar de bichos e mato. O principal fator é ter, ou desenvolver, o interesse e a preocupação ambiental. É possível se especializar, por exemplo, em desenvolvimento sustentável, manejo ambiental ou técnicas de produção menos agressivas para o meio ambiente. Os cursos são indicados para quem quer se especializar na área ambiental, independentemente da graduação prévia. Por exemplo, um administrador de empresas pode se interessar por gestão ambiental; um jornalista pode querer se aprofundar em jornalismo ambiental, e assim por diante.
Por que a área está em expansão
Há quem diga que o meio ambiente é a área do futuro. No entanto, sinais concretos indicam que é a área do presente. Já se foi o tempo em que a preocupação ambiental era algo restrito aos "ecochatos". Toda média ou grande empresa possuiu algum setor responsável por sustentabilidade. Hoje, além das grandes questões como preservar os ecossistemas ameaçados e conter o aquecimento global, o grande desafio é alinhar desenvolvimento socioeconômico com a sustentabilidade dos meios naturais renováveis. Praticamente todos os projetos (para construir um prédio, uma estrada ou lançar um novo produto no mercado) envolvem previamente um estudo da viabilidade e impacto ambiental. Profissionais que possuem conhecimentos ambientais e econômicos são muito valorizados.
Características do mercado
O ponto alto de qualquer grande empresa é lançar-se no mercado de capitais, com ações negociadas nas bolsas de valores. Nas principais bolsas do mundo (Nova York, Londres, Frankfurt, São Paulo, Tóquio e Xangai) já há investidores e linhas de investimento que aplicam apenas em "empresas verdes", ou seja, empresas com alguma certificação que garante a sustentabilidade de seus serviços e produtos. Empresas poluidoras e ambientalmente dispendiosas estão ficando para trás na atração de investimentos.
Tecnologia da informação
Para quem é indicado?
A primeira condição para quem quer se especializar na área é familiaridade com computadores. Não é possível falar em tecnologia de informação, ou simplesmente TI, sem pensar em computadores. A especialização é indicada para profissionais que trabalham com programação, desenvolvimento de softwares, processamento de dados, redes ou com helpdesk. Para quem trabalha na área, a pós-graduação é indicada para se credenciar para cargos gerenciais ou executivos.
Por que a área está em expansão
Atualmente, China e, principalmente, Índia são referência na área. Porém o Brasil começa a se destacar nesse mercado e já virou um polo atrativo de investimentos na área de TI para grandes empresas como IBM, Microsoft, HSBC, Rhodia, Johnson & Johnson, Philips, dentre outras. O processo de globalização conectou sistemas de comunicação, processos e serviços. Nesse cenário, o profissional de TI passou a ser importante e muito valorizado. Recente levantamento da empresa IDC Brasil, especializada no mercado de TI, mostra que a oferta de empregos no setor cresce, em média, mais de 6% ao ano, quatro vezes mais que o índice de crescimento total do mercado de trabalho no país. Outro dado importante dá conta de que, até o final de 2013, ao menos 2.700 novas empresas de TI serão criadas, gerando mais de um milhão de oportunidades de trabalho.
Características do mercado
O mercado brasileiro de TI está crescendo vertiginosamente. A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) calcula que há atualmente mais de 20 mil vagas em aberto. E, dado o fato de que praticamente todas as empresas que utilizam sistemas e programas de computadores precisam de profissionais de TI, a perspectiva de empregos na área é absolutamente positiva. Segundo a consultoria de recursos humanos Catho, o salário inicial no mercado de TI é, em média, de R$ 2.875. Dependendo do tamanho da empresa e do grau de especialização e da experiência do funcionário, os ganhos mensais superam os R$ 6.000.
Agronegócio
Para quem é indicado?
O agronegócio no Brasil é um setor extremamente profissional, com empresas de porte mundial que atuam em um ambiente de competição global. Os cursos são indicados para quem tem interesse em aprender mais sobre os mercados de commodities ou para quem deseja se especializar dentro do comércio exterior, priorizando os produtos agrícolas. Pessoas que cursaram administração, contabilidade ou comércio exterior podem se especializar em agronegócio. Por outro lado, profissionais que se graduaram em ciências agrárias, agronomia ou engenharia florestal procuram se distinguir no mercado de trabalho aprendendo o domínio de ferramentas gerenciais e de analise econômica.
Por que a área está em expansão
Mesmo em meio à maior crise econômica mundial desde a década de 1930, o saldo da balança comercial brasileira no primeiro semestre de 2009 foi positivo. Dados do Banco Central apontam que, do total de US$ 31,4 bilhões, nada menos que US$ 26,3 milhões foram resultado das exportações provenientes do agronegócio. Historicamente, os produtos agrícolas representam o maior peso nas exportações brasileiras. Com dimensões continentais, a maior quantidade de terras cultiváveis no mundo e técnicas de produção cada vez mais eficientes, o Brasil é líder mundial na produção e exportação de derivados da cana (etanol e açúcar), soja, carne, couro e aves. Além disso, o país se destaca na exportação de milho, café, fumo, frutas, flores, leite, trigo, algodão, suínos e outros insumos. Se o mercado externo é absolutamente dinâmico, o mercado interno é igualmente atraente, com investimentos constantes e muitas possibilidades de emprego ligadas a diferentes culturas e cadeias produtivas.
Características do mercado
As opções que o mercado oferece para quem deseja trabalhar na área de agronegócio são amplas. Há postos de trabalho em multinacionais brasileiras e internacionais, possibilidades de trabalho no mercado financeiro, em corretoras e bancos de investimentos. E ainda em muitas outras cooperativas agrícolas e empresas de porte médio e pequeno espalhadas pelo Brasil, prontas para crescer junto com a ascensão do segmento. Atualmente, um dos setores que mais chama a atenção de investidores é o sucroalcooleiro. No Brasil, a quantidade de etanol na gasolina é 25%; a comunidade europeia aprovou a adoção gradual de 10% de etanol na gasolina até 2020 e a China adotou uma medida similar para valer em seis províncias. O consumo mundial está aumentando e o Brasil, como principal produtor e exportador de tecnologia nessa área, será peça-chave nesse mercado bilionário.
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