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Mira Certa
"Confira algumas áreas estratégicas e cursos de pós-graduação que irão garantir seu emprego e sucesso profissional."

Data da Notícia: 19/01/2012


O cenário em que muitos analistas trabalham prevê que a economia brasileira
deve crescer cerca de 5% ao ano até a Olimpíada de 2016. Fazendo uma conta
simples, entre 2010 e 2016, a economia brasileira pode crescer cerca de
30%. Isso significa muito mais dinheiro em circulação, maior maturação de
praticamente todos os setores do mercado, mais oportunidades e,
consequentemente, muito mais oferta de empregos. Algumas áreas estão em
franca expansão e deverão capitanear o iminente boom na economia nacional.
Impossível ignorar os investimentos da ordem de US$ 150 bilhões, até 2020,
que a exploração do petróleo da camada pré-sal exigirá dos setores público
e privado. A Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 mudarão
definitivamente o perfil de alguns setores do país. Ou então, num exemplo
mais atual, como fechar os olhos para um dos mercados financeiros mais
dinâmicos do mundo, que, mesmo atravessando a maior crise das últimas
décadas, continua crescendo? Em meio a esse panorama, alguns profissionais
e algumas carreiras ficarão muito valorizados. Portanto, esta é a hora de
aproveitar as oportunidades. Confira algumas áreas estratégicas e cursos de
pós-graduação que muito provavelmente irão garantir seu emprego e sucesso
profissional.


Engenharia 
Para quem é indicado? 
 
Os cursos de pós-graduação em engenharia geralmente procuram pesquisar e
desenvolver técnicas e aplicações que possam ser realmente utilizadas no
cotidiano. São raros os projetos que se limitam a novas proposições
teóricas; o mais comum é o desenvolvimento de trabalhos mais pragmáticos.
Uma condição sine qua non para quem deseja cursar uma pós em engenharia é
um mínimo de aptidão e interesse pelas ciências exatas. Outro ponto
importante é o hábito de usar o computador. Atualmente, não é possível
dissociar a engenharia do uso diário de programas de computador com as mais
variadas funções e aplicações. Seja para construir a coluna de uma ponte ou
fabricar um componente de telefone celular, há sempre um computador
envolvido. E um engenheiro no comando.
 
Por que a área está em expansão 
O Brasil carece de muitos investimentos em infraestrutura. Há uma grande
demanda no mercado nacional por melhorias em meios de comunicação,
transportes, sistemas de controle, energia. Muitos desses investimentos já
estão sendo feitos e são realidade, como as grandes obras de construção
civil (hidrelétricas, usinas de refino de etanol e petróleo, linhas de
metrô e trens urbanos), a expansão e modernização de parques industriais, a
popularização de tecnologias como banda larga e 3G, a exploração de novas
jazidas de petróleo e gás, dentre muitos outros. Segundo recente pesquisa
da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes), o Brasil tem apenas seis engenheiros para cada grupo de
100 mil pessoas. O ideal seria 25. Para se ter uma ideia do tamanho da
demanda, somente a Petrobras deve contratar mais de cinco mil engenheiros
até 2012. Quem for mais especializado certamente será mais valorizado.
 
Características do mercado 
Civil, mecânica, elétrica, de produção, naval, de computação... não
importa, todas as subdivisões da Engenharia estão cada dia mais valorizadas
pelo mercado de trabalho. A escassez é tanta que, devido à falta de
profissionais qualificados, a remuneração inicial média triplicou no último
ano, de R$ 1.500 para R$ 4.500. As oportunidades de emprego são bem
variadas e os engenheiros de boas escolas costumam ser assediados pelas
empresas mesmo antes de se formarem. Quem cursa pós-graduação, a não ser
que seja da área acadêmica, normalmente já está inserido no mercado de
trabalho. Além das áreas de atuação específicas, engenheiros pós-graduados,
por serem muito bons com números, planilhas e projeções, são muito
requisitados no mercado financeiro e podem trabalhar em bancos ou em áreas
contábeis de grandes empresas.
 
Meio ambiente 
Para quem é indicado? 
 
É um equívoco pensar que para cursar pós relacionada ao meio ambiente seja
necessário gostar de bichos e mato. O principal fator é ter, ou
desenvolver, o interesse e a preocupação ambiental. É possível se
especializar, por exemplo, em desenvolvimento sustentável, manejo ambiental
ou técnicas de produção menos agressivas para o meio ambiente. Os cursos
são indicados para quem quer se especializar na área ambiental,
independentemente da graduação prévia. Por exemplo, um administrador de
empresas pode se interessar por gestão ambiental; um jornalista pode querer
se aprofundar em jornalismo ambiental, e assim por diante.
 
Por que a área está em expansão 
Há quem diga que o meio ambiente é a área do futuro. No entanto, sinais
concretos indicam que é a área do presente. Já se foi o tempo em que a
preocupação ambiental era algo restrito aos "ecochatos". Toda média ou
grande empresa possuiu algum setor responsável por sustentabilidade. Hoje,
além das grandes questões como preservar os ecossistemas ameaçados e conter
o aquecimento global, o grande desafio é alinhar desenvolvimento
socioeconômico com a sustentabilidade dos meios naturais renováveis.
Praticamente todos os projetos (para construir um prédio, uma estrada ou
lançar um novo produto no mercado) envolvem previamente um estudo da
viabilidade e impacto ambiental. Profissionais que possuem conhecimentos
ambientais e econômicos são muito valorizados.
 
Características do mercado 
O ponto alto de qualquer grande empresa é lançar-se no mercado de capitais,
com ações negociadas nas bolsas de valores. Nas principais bolsas do mundo
(Nova York, Londres, Frankfurt, São Paulo, Tóquio e Xangai) já há
investidores e linhas de investimento que aplicam apenas em "empresas
verdes", ou seja, empresas com alguma certificação que garante a
sustentabilidade de seus serviços e produtos. Empresas poluidoras e
ambientalmente dispendiosas estão ficando para trás na atração de
investimentos.
 

Tecnologia da informação 
Para quem é indicado? 
 
A primeira condição para quem quer se especializar na área é familiaridade
com computadores. Não é possível falar em tecnologia de informação, ou
simplesmente TI, sem pensar em computadores. A especialização é indicada
para profissionais que trabalham com programação, desenvolvimento de
softwares, processamento de dados, redes ou com helpdesk. Para quem
trabalha na área, a pós-graduação é indicada para se credenciar para cargos
gerenciais ou executivos.
 
Por que a área está em expansão 
Atualmente, China e, principalmente, Índia são referência na área. Porém o
Brasil começa a se destacar nesse mercado e já virou um polo atrativo de
investimentos na área de TI para grandes empresas como IBM, Microsoft,
HSBC, Rhodia, Johnson & Johnson, Philips, dentre outras. O processo de
globalização conectou sistemas de comunicação, processos e serviços. Nesse
cenário, o profissional de TI passou a ser importante e muito valorizado.
Recente levantamento da empresa IDC Brasil, especializada no mercado de TI,
mostra que a oferta de empregos no setor cresce, em média, mais de 6% ao
ano, quatro vezes mais que o índice de crescimento total do mercado de
trabalho no país. Outro dado importante dá conta de que, até o final de
2013, ao menos 2.700 novas empresas de TI serão criadas, gerando mais de um
milhão de oportunidades de trabalho. 
 
Características do mercado 
O mercado brasileiro de TI está crescendo vertiginosamente. A Associação
das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet
(Assespro) calcula que há atualmente mais de 20 mil vagas em aberto. E,
dado o fato de que praticamente todas as empresas que utilizam sistemas e
programas de computadores precisam de profissionais de TI, a perspectiva de
empregos na área é absolutamente positiva. Segundo a consultoria de
recursos humanos Catho, o salário inicial no mercado de TI é, em média, de
R$ 2.875. Dependendo do tamanho da empresa e do grau de especialização e da
experiência do funcionário, os ganhos mensais superam os R$ 6.000. 
 

Agronegócio 
Para quem é indicado? 
 
O agronegócio no Brasil é um setor extremamente profissional, com empresas
de porte mundial que atuam em um ambiente de competição global. Os cursos
são indicados para quem tem interesse em aprender mais sobre os mercados de
commodities ou para quem deseja se especializar dentro do comércio
exterior, priorizando os produtos agrícolas. Pessoas que cursaram
administração, contabilidade ou comércio exterior podem se especializar em
agronegócio. Por outro lado, profissionais que se graduaram em ciências
agrárias, agronomia ou engenharia florestal procuram se distinguir no
mercado de trabalho aprendendo o domínio de ferramentas gerenciais e de
analise econômica.
 
Por que a área está em expansão 
Mesmo em meio à maior crise econômica mundial desde a década de 1930, o
saldo da balança comercial brasileira no primeiro semestre de 2009 foi
positivo. Dados do Banco Central apontam que, do total de US$ 31,4 bilhões,
nada menos que US$ 26,3 milhões foram resultado das exportações
provenientes do agronegócio. Historicamente, os produtos agrícolas
representam o maior peso nas exportações brasileiras. Com dimensões
continentais, a maior quantidade de terras cultiváveis no mundo e técnicas
de produção cada vez mais eficientes, o Brasil é líder mundial na produção
e exportação de derivados da cana (etanol e açúcar), soja, carne, couro e
aves. Além disso, o país se destaca na exportação de milho, café, fumo,
frutas, flores, leite, trigo, algodão, suínos e outros insumos. Se o
mercado externo é absolutamente dinâmico, o mercado interno é igualmente
atraente, com investimentos constantes e muitas possibilidades de emprego
ligadas a diferentes culturas e cadeias produtivas.
 
Características do mercado 
As opções que o mercado oferece para quem deseja trabalhar na área de
agronegócio são amplas. Há postos de trabalho em multinacionais brasileiras
e internacionais, possibilidades de trabalho no mercado financeiro, em
corretoras e bancos de investimentos. E ainda em muitas outras cooperativas
agrícolas e empresas de porte médio e pequeno espalhadas pelo Brasil,
prontas para crescer junto com a ascensão do segmento. Atualmente, um dos
setores que mais chama a atenção de investidores é o sucroalcooleiro. No
Brasil, a quantidade de etanol na gasolina é 25%; a comunidade europeia
aprovou a adoção gradual de 10% de etanol na gasolina até 2020 e a China
adotou uma medida similar para valer em seis províncias. O consumo mundial
está aumentando e o Brasil, como principal produtor e exportador de
tecnologia nessa área, será peça-chave nesse mercado bilionário. 
		

Fonte: http://guiadeposgraduacao.uol.com.br - Diego Braga Norte



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