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O termo Gerontologia foi usado pela primeira vez em 1903 por Metchnicoff que a compôs a partir do grego, língua em que gero significa velho e logia significa estudo.
Gerontologia é o campo multi e interdisciplinar que visa à descrição e à explicação das mudanças típicas do processo do envelhecimento e de seus determinantes genético-biológicos, psicológicos e socioculturais. Interessa-se também pelo estudo das características dos idosos, bem como pelas várias experiências de velhice e envelhecimento ocorridas em diferentes contextos socioculturais e históricos.
Gerontologia social: esse termo foi usado pela primeira vez por Clark Tibbits em 1954 para descrever a área da Gerontologia que se ocupa do impacto das condições sociais e socioculturais sobre o processo de envelhecimento e das consequências sociais desse processo. São temas importantes nesse campo: atitudes em relação à velhice, práticas e políticas sociais, formas de gestão da velhice pelas instituições sociais e pelas organizações governamentais e não-governamentais, índices de bem-estar das populações idosas, redes de suporte social, relações intergeracionais.
Geriatria: em 1909, o médico Nascher introduziu na literatura o neologismo Geriatria, para denotar o estudo clínico da velhice, por analogia com Pediatria, que é o estudo clínico da infância. Fundou a Sociedade de Geriatria de Nova Iorque em 1912 e publicou o livro Geriatrics em 1914. Em 1917, o The Medical Review of Reviwes criou uma sessão de Geriatria e convidou Nasser para editor. Hoje, o campo da Geriatria compreende a prevenção e o manejo das doenças do envelhecimento. É uma especialidade em Medicina e também em Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia, que se desenvolvem à medida que aumenta a população de adultos mais velhos e idosos portadores de doenças crônicas e de doenças típicas da velhice, em virtude do aumento da longevidade desses segmentos populacionais.
Os principais desafios da Gerontologia na atualidade são:
- pulverizar a pesquisa e as teorias;
- construir e testar os modelos explicativos;
- conciliar os conceitos de desenvolvimento e envelhecimento;
- conciliar os vários conceitos de idade e tempo;
- vencer os preconceitos dos próprios pesquisadores;
- descrever diferenças intra e interindividuais do envelhecimento;
- integrar a velhice no curso de vida.
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Para contribuir com os desafios que a especialista apresenta, a Unilins está implantando o curso de especialização em Gerontogeriatria, na modalidade semi-presencial, buscando proporcionar um aumento nas pesquisas e de pesquisadores de qualidade nessa área, bem como auxiliar na quebra de preconceitos que muitos profissionais e familiares ainda têm em relação ao envelhecimento, muitas vezes, por falta de conhecimento sobre as especificidades que permeiam esta fase da vida. As matrículas estão abertas!
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Reprodução parcial de texto sob o mesmo título retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 95-102.
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