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Gerontologia, gerontologia social e
geriatria
"" Data da Notícia: 19/08/2011 O termo Gerontologia foi usado pela primeira vez em 1903 por Metchnicoff
que a compôs a partir do grego, língua em que gero significa velho e logia
significa estudo.
Gerontologia é o campo multi e interdisciplinar que visa à descrição e à
explicação das mudanças típicas do processo do envelhecimento e de seus
determinantes genético-biológicos, psicológicos e socioculturais.
Interessa-se também pelo estudo das características dos idosos, bem como
pelas várias experiências de velhice e envelhecimento ocorridas em
diferentes contextos socioculturais e históricos.
Gerontologia social: esse termo foi usado pela primeira vez por Clark
Tibbits em 1954 para descrever a área da Gerontologia que se ocupa do
impacto das condições sociais e socioculturais sobre o processo de
envelhecimento e das consequências sociais desse processo. São temas
importantes nesse campo: atitudes em relação à velhice, práticas e
políticas sociais, formas de gestão da velhice pelas instituições sociais e
pelas organizações governamentais e não-governamentais, índices de
bem-estar das populações idosas, redes de suporte social, relações
intergeracionais.
Geriatria: em 1909, o médico Nascher introduziu na literatura o neologismo
Geriatria, para denotar o estudo clínico da velhice, por analogia com
Pediatria, que é o estudo clínico da infância. Fundou a Sociedade de
Geriatria de Nova Iorque em 1912 e publicou o livro Geriatrics em 1914. Em
1917, o The Medical Review of Reviwes criou uma sessão de Geriatria e
convidou Nasser para editor. Hoje, o campo da Geriatria compreende a
prevenção e o manejo das doenças do envelhecimento. É uma especialidade em
Medicina e também em Odontologia, Enfermagem e Fisioterapia, que se
desenvolvem à medida que aumenta a população de adultos mais velhos e
idosos portadores de doenças crônicas e de doenças típicas da velhice, em
virtude do aumento da longevidade desses segmentos populacionais.
Os principais desafios da Gerontologia na atualidade são:
- pulverizar a pesquisa e as teorias;
- construir e testar os modelos explicativos;
- conciliar os conceitos de desenvolvimento e envelhecimento;
- conciliar os vários conceitos de idade e tempo;
- vencer os preconceitos dos próprios pesquisadores;
- descrever diferenças intra e interindividuais do envelhecimento;
- integrar a velhice no curso de vida.
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Para contribuir com os desafios que a especialista apresenta, a Unilins
está implantando o curso de especialização em Gerontogeriatria, na
modalidade semi-presencial, buscando proporcionar um aumento nas pesquisas
e de pesquisadores de qualidade nessa área, bem como auxiliar na quebra de
preconceitos que muitos profissionais e familiares ainda têm em relação ao
envelhecimento, muitas vezes, por falta de conhecimento sobre as
especificidades que permeiam esta fase da vida. As matrículas estão
abertas!
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Reprodução parcial de texto sob o mesmo título retirado de Neri, Anita L.
Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág.
95-102.
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