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Na noite do último dia 13 de abril, um grupo de 5 alunas do 2º ano do curso de Serviço Social da Unilins apresentou um importante trabalho sobre o movimento Hip Hop.
O trabalho, orientado pela professora Lourdes Passaura, fez parte da disciplina de Antropologia e teve como tema a Cultura de Rua, enfatizando o Hip Hop e seus 4 elementos: Break (dança do B’Boy), Grafite (pintura do grafiteiro), DJ (músico dos toca discos) e MC (mestre de cerimônia - cantor da musica de RAP).
A apresentação foi realizada no Centro de Convivência da Unilins e contou com a participação do artista plástico José Aparecido, de nome artístico “Cérebro”, que atualmente é instrutor da cultura Hip Hop nos projetos “Cultura Viva” na Febem, “Escola da Família”, “Renascer” e “2º tempo”.
As integrantes do Grupo são Priscila Mercado, Tahiana Parpinilli, Danila Laura, Fernanda Raquel e Tatiana Mercês.
Com a pesquisa realizada pelas alunas, elas observaram que a manifestação, em Lins, acontece em grupos desarticulados, em espaços como praça, rua, escola, na periferia, mas sem organização.
O objetivo do trabalho foi destacar os aspectos positivos relevantes da Cultura Hip Hop, dentre eles, a atividade cultural como um instrumento chave para promover a articulação social; a população jovem com um profundo conhecimento e importante capital cultural que quando mobilizada pode gerar respostas muito criativas e sintonizadas com sua realidade e com seus problemas de sobrevivência; o trabalho Cultural, relevante para o fortalecimento da unidade familiar; e a ação Cultural como papel importante na luta para prevenir o aumento alarmante da criminalidade, drogas e violência.
“Podemos então, perceber que a Cultura HIP HOP desenvolve um papel muito importante dentro do contexto social, pois tira os jovens das ruas capacitando-os através de oficinas, e tornando-os aptos a desenvolver atividades que propiciem a participação dos jovens no movimento HIP HOP, buscando desenvolver suas potencialidades artísticas e uma postura política e crítica da sua realidade, mas para que isso se torne realidade é necessário o respaldo e a conscientização da sociedade”, comentou a aluna Priscila.
As alunas agradecem o apoio dos professores Milton Batista, Deraldo Ferreira Neto e Lourdes Passaura. Agradecem ainda ao Cauni e Dael pela cessão do espaço e aos patrocinadores: Rubinho Auto Peças, Tanger, Art’s Silk, Café Canecão, Cermaco Materiais de Construção, Ponce Tintas, Gervagraf, Visual Silk e Auto Car Veículos.
Saiba mais sobre o Hip Hop:
A cultura de Rua Hip Hop iniciou-se na década de 70 nos EUA, por meio de manifestações artísticas que envolviam artes, dança, pintura e música, surgidas nos bairros Bronx, Harlem e Brooklin em protestos contra as injustiças sociais, guerra do Vietnã, discriminações raciais e preconceitos.
No Brasil, o movimento surgiu na década de 80 tendo como precursor Nelson Triunfo, profundo conhecedor de música negra e que está no palco desde a época soul music. Foi o primeiro a levar as danças para as ruas no centro da cidade em São Paulo, tornando o Break conhecido em todo o país.
Na região de Lins, o movimento Hip Hop marca presença, mas não de forma organizada e consciente.
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