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Movimento Hip Hop é apresentado em trabalho no Serviço Social
"O objetivo foi destacar os aspectos positivos relevantes da Cultura Hip Hop, dentre eles, a atividade cultural como um instrumento chave para promover a articulação social."

Data da Notícia: 18/04/2005


Na noite do último dia 13 de abril, um grupo de 5 alunas do 2º ano do curso
de Serviço Social da Unilins apresentou um importante trabalho sobre o
movimento Hip Hop.

O trabalho, orientado pela professora Lourdes Passaura, fez parte da
disciplina de Antropologia e teve como tema a Cultura de Rua, enfatizando o
Hip Hop e seus 4 elementos: Break (dança do B’Boy), Grafite (pintura do
grafiteiro), DJ (músico dos toca discos) e MC (mestre de cerimônia - cantor
da musica de RAP).

A apresentação foi realizada no Centro de Convivência da Unilins e contou
com a participação do artista plástico José Aparecido, de nome artístico
“Cérebro”, que atualmente é instrutor da cultura Hip Hop nos projetos
“Cultura Viva” na Febem, “Escola da Família”, “Renascer” e “2º tempo”.
As integrantes do Grupo são Priscila Mercado, Tahiana Parpinilli, Danila
Laura, Fernanda Raquel e Tatiana Mercês.

Com a pesquisa realizada pelas alunas, elas observaram que a manifestação,
em Lins, acontece em grupos desarticulados, em espaços como praça, rua,
escola, na periferia, mas sem organização.

O objetivo do trabalho foi destacar os aspectos positivos relevantes da
Cultura Hip Hop, dentre eles, a atividade cultural como um instrumento
chave para promover a articulação social; a população jovem com um profundo
conhecimento e importante capital cultural que quando mobilizada pode gerar
respostas muito criativas e sintonizadas com sua realidade e com seus
problemas de sobrevivência; o trabalho Cultural, relevante para o
fortalecimento da unidade familiar; e a ação Cultural como papel importante
na luta para prevenir o aumento alarmante da criminalidade, drogas e
violência.

“Podemos então, perceber que a Cultura HIP HOP desenvolve um papel muito
importante dentro do contexto social, pois tira os jovens das ruas
capacitando-os através de oficinas, e tornando-os aptos a desenvolver
atividades que propiciem a participação dos jovens no movimento HIP HOP,
buscando desenvolver suas potencialidades artísticas e uma postura política
e crítica da sua realidade, mas para que isso se torne realidade é
necessário o respaldo e a conscientização da sociedade”, comentou a aluna
Priscila.

As alunas agradecem o apoio dos professores Milton Batista, Deraldo
Ferreira Neto e Lourdes Passaura. Agradecem ainda ao Cauni e Dael pela
cessão do espaço e aos patrocinadores: Rubinho Auto Peças, Tanger, Art’s
Silk, Café Canecão, Cermaco Materiais de Construção, Ponce Tintas,
Gervagraf, Visual Silk e Auto Car Veículos.

Saiba mais sobre o Hip Hop:
A cultura de Rua Hip Hop iniciou-se na década de 70 nos EUA, por meio de
manifestações artísticas que envolviam artes, dança, pintura e música,
surgidas nos bairros Bronx, Harlem e Brooklin em protestos contra as
injustiças sociais, guerra do Vietnã, discriminações raciais e
preconceitos.
No Brasil, o movimento surgiu na década de 80 tendo como precursor Nelson
Triunfo, profundo conhecedor de música negra e que está no palco desde a
época soul music. Foi o primeiro a levar as danças para as ruas no centro
da cidade em São Paulo, tornando o Break conhecido em todo o país.
Na região de Lins, o movimento Hip Hop marca presença, mas não de forma
organizada e consciente.		

Fonte: Depto Marketing



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