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O interior do Estado de São Paulo vem absorvendo os assistentes sociais que chegam ao mercado de trabalho. A procura ocorre devido à criação de vagas nas penitenciárias nessa região nos últimos anos. A análise é da presidente do Cressp (Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo), Tânia Diniz.
Nas gestões dos governadores Mário Covas (1995-2001) e Geraldo Alckmin, foram criadas 66.306 vagas em presídios em todo o Estado de São Paulo. A Secretaria da Administração Penitenciária não soube precisar quantas se referem ao interior.
Essa demanda, segundo Tânia, exige certa adaptação de quem vai atuar na área. "A profissão se modificou muito com o decorrer do processo histórico. Hoje, há uma visão de resolver problemas de uma forma crítica. Antes, havia um certo assistencialismo, que solucionava parcialmente os problemas", afirma a presidente.
Mas, além de oferecer alternativas às adversidades, esse profissional tem a tarefa de propor políticas de bem-estar, que podem ir do auxílio na área da saúde até problemas jurídicos, transitando pela educação, trabalho, família e recursos humanos.
O assistente social ajuda no tratamento, por exemplo, de um trabalhador que enfrenta problemas de alcoolismo, que acarretam dificuldades de relacionamento na empresa e com a família. "O profissional vai trabalhar conjuntamente com médicos e psicólogos para ajudar a reintegrar essa pessoa à sociedade", explica Claudia Maria Daher Cosac, coordenadora do conselho do curso da Unesp de Franca.
Outra atividade em expansão e que visa o bem-estar coletivo, de acordo com Tânia, é o desenvolvimento urbano, em que o assistente trabalha com arquitetos e com engenheiros e promove ações com relação ao ambiente, saneamento básico e infra-estrutura das cidades.
Um levantamento realizado pelo Cressp em junho deste ano mostra que a maioria dos assistentes sociais (38,03%) trabalha na área da saúde. Em segundo lugar, aparece a área de assistência, com 13,33%. O atendimento a crianças e adolescentes fica em terceiro, com 11%. De acordo com o conselho, há no país 61.300 profissionais. Em São Paulo, concentra-se o maior número, cerca de 19 mil.
Outro dado da pesquisa é que 96,35% dos profissionais são mulheres, e a faixa etária predominante é de 40 a 49 anos (32,41%). Os mais jovens, entre 23 e 29 anos, representam apenas 10,02% dos assistentes sociais.
A graduação
A formação - realizada em quatro anos - do assistente social é embasada em muitas disciplinas teóricas, como sociologia, antropologia, psicologia e economia. Temas ligados à pratica da profissão são abordados nas cadeiras de planejamento social, investigação social e política social.
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