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Demanda por assistentes sociais cresce no interior de SP
"Demanda por assistentes sociais cresce no interior de SP"

Data da Notícia: 09/11/2004


O interior do Estado de São Paulo vem absorvendo os assistentes sociais que
chegam ao mercado de trabalho. A procura ocorre devido à criação de vagas
nas penitenciárias nessa região nos últimos anos. A análise é da presidente
do Cressp (Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo), Tânia Diniz.

Nas gestões dos governadores Mário Covas (1995-2001) e Geraldo Alckmin,
foram criadas 66.306 vagas em presídios em todo o Estado de São Paulo. A
Secretaria da Administração Penitenciária não soube precisar quantas se
referem ao interior.

Essa demanda, segundo Tânia, exige certa adaptação de quem vai atuar na
área. "A profissão se modificou muito com o decorrer do processo histórico.
Hoje, há uma visão de resolver problemas de uma forma crítica. Antes, havia
um certo assistencialismo, que solucionava parcialmente os problemas",
afirma a presidente.

Mas, além de oferecer alternativas às adversidades, esse profissional tem a
tarefa de propor políticas de bem-estar, que podem ir do auxílio na área da
saúde até problemas jurídicos, transitando pela educação, trabalho, família
e recursos humanos.

O assistente social ajuda no tratamento, por exemplo, de um trabalhador que
enfrenta problemas de alcoolismo, que acarretam dificuldades de
relacionamento na empresa e com a família. "O profissional vai trabalhar
conjuntamente com médicos e psicólogos para ajudar a reintegrar essa pessoa
à sociedade", explica Claudia Maria Daher Cosac, coordenadora do conselho
do curso da Unesp de Franca.

Outra atividade em expansão e que visa o bem-estar coletivo, de acordo com
Tânia, é o desenvolvimento urbano, em que o assistente trabalha com
arquitetos e com engenheiros e promove ações com relação ao ambiente,
saneamento básico e infra-estrutura das cidades.

Um levantamento realizado pelo Cressp em junho deste ano mostra que a
maioria dos assistentes sociais (38,03%) trabalha na área da saúde. Em
segundo lugar, aparece a área de assistência, com 13,33%. O atendimento a
crianças e adolescentes fica em terceiro, com 11%. De acordo com o
conselho, há no país 61.300 profissionais. Em São Paulo, concentra-se o
maior número, cerca de 19 mil.

Outro dado da pesquisa é que 96,35% dos profissionais são mulheres, e a
faixa etária predominante é de 40 a 49 anos (32,41%). Os mais jovens, entre
23 e 29 anos, representam apenas 10,02% dos assistentes sociais.

A graduação

A formação - realizada em quatro anos - do assistente social é embasada em
muitas disciplinas teóricas, como sociologia, antropologia, psicologia e
economia. Temas ligados à pratica da profissão são abordados nas cadeiras
de planejamento social, investigação social e política social.		

Fonte: Folha de S. Paulo



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