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A abordagem anatômica começou a ser instigante quando o homem, inicialmente, teve a curiosidade de observar em um animal, as diferentes partes que o constituíam. Desta observação surgiu a dissecação com o intuito de estudar os órgãos separadamente. Com o passar do tempo, o homem se aprimorou cada vez mais na busca do conhecimento em anatomia humana, através dos estudos de Galeno e Leonardo D’Vinci, alguns estudos detalhados realizados em laboratórios improvisados noites afora, sempre feito às escondidas, já que na antiguidade, próximo ao período da Idade Média, era proibido o uso da dissecação de corpos humanos.
A primeira escola de Anatomia a se destacar na Europa foi a Escola de Salerno, onde era feita a dissecação de forma efetiva, afim de que pudessem compreender cada vez mais o funcionamento perfeito do corpo humano, suas funções e organização das estruturas corporais.
A tecnologia evoluiu e fez emergir a necessidade de aprendizado e adaptações na formação do conhecimento. Perante esse avanço tecnológico, já disponível em considerável parcela das Instituições de Ensino no Brasil, acredita-se haver possibilidades de mudanças das práticas pedagógicas em sala de aula, visto que a tecnologia já está inserida no dia-a-dia dos estudantes e que o processo ensino-aprendizagem deve ser condizente com a realidade que o aluno vivencia no seu cotidiano.
Diante destas considerações, passamos a ver a anatomia não como uma ciência morta, utilizando-se de apenas cadáveres. A anatomia humana é tida como uma ciência que estuda as estruturas macroscópica e microscópica do corpo dos seres vivos e dispõe, atualmente, de diversos recursos para dinamizar a aprendizagem, que se beneficiaram com o surgimento de tecnologias em peças artificiais (modelos anatômicos), mídias eletrônicas (analógicas e digitais) e fotônicas de informações (microcomputadores, telas de monitor sensíveis ao toque, discos laser, dispositivos de multimídia, videodiscos).
A crescente expansão e uso destes equipamentos artificiais ocorreram devido às peças cadavéricas sofrerem muitas alterações morfológicas com o passar dos anos em que estas passam a estar acondicionadas nos laboratórios. Além deste fator, a substituição de peças anatômicas cadavéricas vem sendo adotada por algumas Instituições de Ensino Superior, devido ao difícil acesso e aquisição de cadáveres.
É regulamentada a doação de cadáveres aos cursos de medicina, pela Lei 8.501/92, porém alguns projetos de lei estão sendo propostos ao Senado Federal, na tentativa de alterar esta legislação, mais especificamente do seu segundo parágrafo, afim de que outros cursos de saúde possam beneficiar-se com a doação legal de corpos humanos para ampliar o universo de faculdades e cursos que podem utilizar o cadáver não reclamado.
Na Unilins, a disciplina de anatomia humana utiliza destas novas tecnologias na área da saúde, na busca pelo conhecimento e estudo da anatomia humana. As aulas ministradas com metodologia teórico-prática dispõem de um equipado laboratório de anatomia humana. O estudo em modelos anatômicos, como já foi mencionado anteriormente, é uma tendência nos cursos de saúde, uma vez que estes equipamentos permitem-nos que certas estruturas do corpo humano, que são de difícil visualização devido a sua localização intrínseca, possam ser estudadas. Através destes modelos anatômicos podemos diferenciar estes pequenos detalhes de estruturas corporais, que são tão importantes na formação conhecimento de nossos discentes, como é o caso de articulações, vascularização e de constituintes internos de órgãos, o esqueleto fibroso do coração, cálices renais, brônquios segmentares e vasos acompanhantes nos pulmões, entre outras estruturas anatômicas que podem ser encontradas em nosso laboratório.
O laboratório da Unilins está aberto à comunidade. Os interessados poderão agendar um horário na Coordenadoria do Curso de Enfermagem. As visitas poderão ser realizadas com agendamento prévio no período matutino as terças e quartas-feiras, maiores informações pelo telefone (14)3533-3200, ramal 3274.
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