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A modernização do Estudo de Anatomia
Humana
"" Data da Notícia: 27/02/2008 A abordagem anatômica começou a ser instigante quando o homem,
inicialmente, teve a curiosidade de observar em um animal, as diferentes
partes que o constituíam. Desta observação surgiu a dissecação com o
intuito de estudar os órgãos separadamente. Com o passar do tempo, o homem
se aprimorou cada vez mais na busca do conhecimento em anatomia humana,
através dos estudos de Galeno e Leonardo D’Vinci, alguns estudos detalhados
realizados em laboratórios improvisados noites afora, sempre feito às
escondidas, já que na antiguidade, próximo ao período da Idade Média, era
proibido o uso da dissecação de corpos humanos.
A primeira escola de Anatomia a se destacar na Europa foi a Escola de
Salerno, onde era feita a dissecação de forma efetiva, afim de que pudessem
compreender cada vez mais o funcionamento perfeito do corpo humano, suas
funções e organização das estruturas corporais.
A tecnologia evoluiu e fez emergir a necessidade de aprendizado
e adaptações na formação do conhecimento. Perante esse avanço tecnológico,
já disponível em considerável parcela das Instituições de Ensino no Brasil,
acredita-se haver possibilidades de mudanças das práticas pedagógicas em
sala de aula, visto que a tecnologia já está inserida no dia-a-dia dos
estudantes e que o processo ensino-aprendizagem deve ser condizente com a
realidade que o aluno vivencia no seu cotidiano.
Diante destas considerações, passamos a ver a anatomia não como uma ciência
morta, utilizando-se de apenas cadáveres. A anatomia humana é tida como uma
ciência que estuda as estruturas macroscópica e microscópica do corpo dos
seres vivos e dispõe, atualmente, de diversos recursos para dinamizar a
aprendizagem, que se beneficiaram com o surgimento de tecnologias em peças
artificiais (modelos anatômicos), mídias eletrônicas (analógicas e
digitais) e fotônicas de informações (microcomputadores, telas de monitor
sensíveis ao toque, discos laser, dispositivos de multimídia, videodiscos).
A crescente expansão e uso destes equipamentos artificiais ocorreram devido
às peças cadavéricas sofrerem muitas alterações morfológicas com o passar
dos anos em que estas passam a estar acondicionadas nos laboratórios. Além
deste fator, a substituição de peças anatômicas cadavéricas vem sendo
adotada por algumas Instituições de Ensino Superior, devido ao difícil
acesso e aquisição de cadáveres.
É regulamentada a doação de cadáveres aos cursos de medicina, pela Lei
8.501/92, porém alguns projetos de lei estão sendo propostos ao Senado
Federal, na tentativa de alterar esta legislação, mais especificamente do
seu segundo parágrafo, afim de que outros cursos de saúde possam
beneficiar-se com a doação legal de corpos humanos para ampliar o universo
de faculdades e cursos que podem utilizar o cadáver não reclamado.
Na Unilins, a disciplina de anatomia humana utiliza destas novas
tecnologias na área da saúde, na busca pelo conhecimento e estudo da
anatomia humana. As aulas ministradas com metodologia teórico-prática
dispõem de um equipado laboratório de anatomia humana. O estudo em modelos
anatômicos, como já foi mencionado anteriormente, é uma tendência nos
cursos de saúde, uma vez que estes equipamentos permitem-nos que certas
estruturas do corpo humano, que são de difícil visualização devido a sua
localização intrínseca, possam ser estudadas. Através destes modelos
anatômicos podemos diferenciar estes pequenos detalhes de estruturas
corporais, que são tão importantes na formação conhecimento de nossos
discentes, como é o caso de articulações, vascularização e de constituintes
internos de órgãos, o esqueleto fibroso do coração, cálices renais,
brônquios segmentares e vasos acompanhantes nos pulmões, entre outras
estruturas anatômicas que podem ser encontradas em nosso laboratório.
O laboratório da Unilins está aberto à comunidade. Os interessados poderão
agendar um horário na Coordenadoria do Curso de Enfermagem. As visitas
poderão ser realizadas com agendamento prévio no período matutino as terças
e quartas-feiras, maiores informações pelo telefone (14)3533-3200, ramal
3274.
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