Fale Conosco: ramais | Mande um e-mail para UNILINS mensagem
você está em
Email FPTEIntranetÁrea Restrita
14 3533 3200
Ainda não sou aluno

 Selo Instituição Socialmente Responsável
Destaque
Aumentar tamanho da fonte Diminuir tamanho da fonte Versão para Impressão
Falta qualificação no mercado
06/11/2007
O Estado de São Paulo
Imagem:
 
O crescimento da economia brasileira, ao contrário do que se esperava, não é a solução para o desemprego. O PIB cresceu nos últimos anos, mas a taxa de desemprego não diminuiu. Isso não significa que vagas não foram criadas, mas sim que faltam profissionais qualificados. Esse é um problema que tem preocupado cada vez mais as empresas. Há setores da economia que estão crescendo muito rápido e não estão conseguindo suprir a demanda de profissionais. Para se ter uma idéia, quase um milhão de vagas estão sendo criadas em usinas de açúcar e de álcool, na indústria do petróleo, na construção e no mercado financeiro e as empresas desses setores têm tido enorme dificuldade para ocupá-las. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado pelo governo federal, prevê 500 mil vagas em quatro anos. O mercado está carente de profissionais qualificados e não há crescimento que se sustente sem capital humano. Os investimentos em novos projetos e em tecnologia são comprometidos quando não se tem pessoas para executá-los. Para resolver esse problema é preciso, antes de tudo, uma mudança estrutural e cultural nas instituições de ensino. A indústria sinaliza frequentemente suas necessidades, mas as escolas tardam a se adequar a elas, quando o fazem. Um exemplo disso é o setor de turismo. Há alguns anos, a quantidade de profissionais formados na área não atendia à demanda. Os investimentos no ensino nessa área surgiram há pouco tempo e esse é um mercado que há anos está aquecido. O Ministério do Turismo registrou, apenas nos cinco primeiros meses do ano, a entrada de R$ 3,6 bilhões, trazidos por turistas estrangeiros, e a perspectiva é que a receita dobre até o fim do ano. TRÊS MÃOS A lição de casa para resolver o problema da falta de mão-de-obra deve ser feita a três mãos: universidades, empresas e profissionais. Às universidades cabe a adequação do ensino à realidade do mercado. Não adianta despejar milhares de profissionais todos os anos no mercado, se eles estiverem despreparados para enfrentar a realidade das empresas. Os estudantes não precisam apenas de teoria, mas também de prática, de noções do que acontece no mundo real, fora do ambiente acadêmico. Nesse aspecto, é importante também que as universidades sejam mais claras sobre seus objetivos. Muitas instituições são ambientes que preparam o estudante para o mercado de trabalho, mas contratam um corpo docente com um perfil totalmente acadêmico. A realidade é que a política acadêmica atual não acompanha o mercado, não forma profissionais competitivos. Os investimentos para que o ensino melhore e evolua são barrados pela necessidade de lucro imediato nas faculdades privadas e pela burocracia nas públicas. Quem se prejudica com isso é o aluno, que não adquire a habilidade de criar, evoluir e se desenvolver intelectualmente. Às empresas cabe investir nesses profissionais desde a faculdade, como muitas têm feito com programas de estágios e trainees. Mas esse investimento pode ser ainda maior, com a concessão de bolsas de aperfeiçoamento para alunos que se destaquem, ajuda de custo para a melhora da infra-estrutura da universidade, enfim, contribuindo para o futuro de jovens que farão o futuro das empresas. Essa parceria existe em outros países e só produz benefícios. A conceituada Universidade de Harvard, por exemplo, tem sua maior renda em doações de empresas. Se todas as companhias se conscientizassem da importância de investir nos profissionais desde a universidade, não precisariam gastar tanto em treinamento, universidades coorporativas e outros programas para remediar a escassez de mão-de-obra qualificada. O investimento que demandam esses programas poderia ser menor se o problema fosse solucionado desde a raiz: nas universidades. Por fim, há o compromisso do futuro profissional de se manter atualizado, buscar além do que a universidade oferece, inovar e desenvolver habilidades que a faculdade, sozinha, talvez não consiga implantar em todos os alunos: competências comportamentais e gerenciais. Afinal, não basta ter vários diplomas e habilidades técnicas se não se souber lidar com o inédito, usar a criatividade, lidar com pressão ou ainda coordenar um grupo e tirar dele o melhor resultado. Quanto mais o profissional se diferenciar e se destacar, melhores resultados terá em sua carreira. A disputa por talentos é intensa, principalmente com essa escassez de mão-de-obra especializada, por isso há uma tendência para salários altos e valorização de quem se especializa. Eis mais uma preocupação para as empresas: reter talentos. Mas essa é uma outra história Hélio Rangel Terra - formado em Ciências Contábeis e Atuariais com pós-graduação em Harvard, é presidente da Assessoria em Recursos Humanos Manager; helioterra@manager-rh.com.br; www.assessoriarh.com
© UNILINS - Centro Universitário de Lins • Av. Nicolau Zarvos, 1925 - Jardim Aeroporto - CEP 16401 371 - unilins@unilins.edu.br - 14 3533 3200 - Lins/SP