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Os incentivos fiscais para o 3º Setor são utilizados por menos de 6% das empresas que podem deduzir do imposto de renda as doações feitas a projetos das áreas cultural e social. Este baixo resultado tem várias causas, entre elas, o desconhecimento por parte dos potenciais doadores e a sua complicada operacionalização.
Uma pesquisa feita por Eduardo Szazi, consultor jurídico do Grupo Institutos, Fundações, Empresas - GIFE, constatou que das 80.310 empresas aptas a fazer doações, segundo a Receita Federal, ou seja, aquelas que optam pelo lucro real, apenas 4.349 o fizeram. O que quer dizer que, em 2000, com um potencial de investimentos da ordem de 4 bilhões, apenas 548 milhões foram destinados ao 3º Setor.
Os segmentos contemplados pelas doações foram: as ONGs receberam 47%, o Programa Nacional de Incentivo à Cultura 31%, o Fundo da Criança e do Adolescente 12%, as atividades audiovisuais 6% e as instituições de ensino e pesquisa 4% dos recursos.
Portanto, para Szazi, o sistema pode crescer muito e não só favorecido por empresas. As pessoas físicas são outro importante potencial de recursos, pois elas podem abater até 6% do seu imposto devido anualmente, fazendo doações ao Fundo da Criança e do Adolescente, a projetos culturais aprovados na Lei Rouanet, e a projetos audiovisuais.
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