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Encontrar um novato no ambiente universitário que saiba dizer o que é Iniciação Científica, e mais, que queira, logo de cara, se envolver com um projeto como esse, embora não seja missão das mais simples, já não é uma tarefa impossível. É verdade que, durante muito tempo, o nome transmitia - ao menos aos mais descolados - a imagem de um mundo estranho e restrito apenas aos nerds do terceiro grau. Em alguns casos, até os filmes costumavam reforçar tal teoria. Hoje, porém, a Iniciação Científica aponta sinais de amplo crescimento no ambiente universitário, provando que está muito longe de ser um clubinho fechado para a formação de futuros cientistas malucos.
No último mês de agosto, especialistas do Brasil inteiro se reuniram para discutir a Política Nacional de Iniciação Científica e apresentaram estatísticas de um crescimento expressivo. Para se ter uma idéia, só o Pibic/CNPq (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) saltou de 12.984 alunos, em 2002, para 17.958, neste ano de 2006. O número de instituições participantes também teve evolução significativa no período, passando de 118 para 217, com uma melhor distribuição regional e crescimento mais acelerado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A Iniciação Científica na visão de especialistas
- Garante mais visão de mundo ao estudante;
- Incentiva estudantes a participar de eventos e congresso sobre sua área de estudos;
- Melhora a concentração e a organização;
- Ensina, na prática, o estudante a lidar com imprevistos;
- Estimula o desenvolvimento do espírito crítico e da criatividade;
- Permite maior troca de informações entre aluno e professor.
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