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As empresas com atuação voltada à tecnologia de ponta serão os principais destaques da economia brasileira em 2006. Dos dez setores que devem apresentar o maior incremento neste ano, cinco atuam na área. Além disso, o varejo dependente do dólar desvalorizado frente ao real, como concessionárias de veículos importados e lojas de R$ 1,99, também figuram no topo do ranking entre os segmentos com maior potencial.
No aspecto regional, três setores devem se destacar e também obter crescimento acima do PIB (Produto Interno Bruto): mercado imobiliário do Grande ABC, shopping centers e Pólo de Cosméticos de Diadema.
Os dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Imes (Universidade Municipal de São Caetano), sob coordenação do professor de Administração de Empresas José Turíbio de Oliveira, que também leciona na Fundação Santo André e FIA-USP (Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo).
De acordo com Oliveira, a pesquisa serve de alerta para os investidores. "O levantamento pode embasar ações de empresários, determinar a procura de emprego e em que ramo a prestação de serviços é mais vantajosa. É preciso alertar, porém, que mudanças significativas na legislação podem alterar drasticamente o quadro previsto."
Em relação aos segmentos que devem apresentar maior crescimento, o professor destaca a força da tecnologia e a influência do dólar baixo em relação ao real. "O comércio on-line é o principal destaque. Porém, essas empresas com maior incremento integram um setor que ainda está em pleno desenvolvimento. É importante ressaltar que segmentos com percentuais menos expressivos, como veículos, são aqueles que dão sustentação à economia."
A previsão de incremento expressivo do e-commerce animou a Espaço Fechado, fabricante de relógios de Santo André que comercializa produtos pela internet. "Acredito que as pessoas estão mais seguras em relação às compras on-line. Estamos rompendo uma questão cultural", disse o gerente comercial, Percival de Oliveira. A empresa estima crescimento de 30% para 2006.
Sazonalidade - Muitos setores listados no ranking dos com maior potencial neste ano têm crescimento vinculado a aspectos sazonais. É o caso da venda de aparelhos de TV, que ganharão impulso com a Copa do Mundo, e a indústria gráfica, com forte influência das eleições deste ano.
Além disso, a sazonalidade também pode prejudicar alguns segmentos. É o caso das exportações de frango que, de acordo com a pesquisa, deveriam ser estagnadas neste ano. "Com o avanço da gripe aviária no mundo, o setor pode até registrar queda nas vendas em razão do menor consumo mundial", avalia Oliveira.
A informação ganha força com os dados da Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango). Somente no último mês de fevereiro, na comparação com o mês anterior, as exportações do alimento caíram 8%.
Outros setores devem apresentar incremento em razão de políticas públicas. É o caso do mercado imobiliário, que receberá mais crédito neste ano, e o segmento de material de construção, que obteve redução de impostos em diversos produtos.
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