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Oxford alerta para aumento de plágio entre alunos
"seis palavras consecutivas idênticas às de outro texto devem ser citadas" e que mais de 10 palavras iguais a de uma obra não citada "é evidência da má prática da cópia"
14/03/2006
Estadão
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LONDRES - A Universidade de Oxford, no centro da Inglaterra, alertou para um aumento dos casos de plágio entre seus estudantes de licenciatura e pós-graduação e acrescentou que a maioria dessas fraudes passa despercebida pelos professores e examinadores. O professor Alan Grafen, uma das autoridades de Oxford, declarou que o número de estudantes que copiam de outros usando a Internet, sem citar o autor, corresponde a uma ameaça para a educação. Para o especialista, o problema tornou-se tão sério que todos os estudantes de Oxford são agora obrigados a assinar um contrato contra o plágio, ainda que essa medida possa acabar não sendo suficientemente eficaz. Segundo Grafen, a responsabilidade maior é das escolas secundárias britânicas, que estimulam a prática de "apresentar em aula trabalhos retirados da Internet". "As novas gerações de universitários que chegam aqui têm o hábito de conseguir material através da Internet, e foram estimuladas a fazê-lo nas escolas", explicou. No entanto, informou que dez casos de "plágio intencional" foram detectados na Universidade de Oxford durante o ano passado, mais uma evidência que sugere que "os alunos estão copiando cada vez mais, talvez usando mais de um autor", continuou. O diretor, que escreveu a crítica na revista Oxford Magazine, afirmou também que o plágio "pode ser definido de várias formas, mas a dominante é simplesmente copiar". "Ainda que seja difícil de acreditar, os estudantes copiam palavra por palavra, ´copiam e colam´ da Internet, e entregam seus trabalhos com páginas inteiras de materiais escritos por outros", denunciou Graffen. Segundo o especialista, a maioria dos casos recentes foi registrada em alunos que não tinham o inglês como primeiro idioma. O professor Grafen pediu aos estudantes de Oxford que assistam a aulas especiais contra o plágio, nas quais são ensinados que mais de "seis palavras consecutivas idênticas às de outro texto devem ser citadas" e que mais de 10 palavras iguais a de uma obra não citada "é evidência da má prática da cópia".
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