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O acesso ao ensino superior aumentou no Brasil em dez anos. O número de estudantes universitários matriculados saltou 150% entre 94 e 2004, para 4,1 milhões alunos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação. Nas instituições públicas, o crescimento foi de 70%. Mas a maior alta aconteceu nas escolas superiores privadas - um aumento de 207%.
Entre as dez maiores instituições em número de alunos, sete são particulares. "Essa expansão ocorrida nos últimos anos beneficiou especialmente os filhos da classe média que buscavam formação superior", afirmou Dilvo Ristoff, diretor de estatística do Inep.
Mas o ritmo de crescimento das particulares desacelerou. O aumento anual das matrículas, que chegou a ser de 12%, recuou para 7% no último censo entre 2004 e 2003. Embora analistas digam que a expansão se aproxima do limite, há escolas que projetam crescimento. O Ibmec-SP inaugurou um novo campus em São Paulo, onde aposta na tecnologia para atrair mais alunos. A escola toda é coberta por rede de internet sem fio.
Especialistas reconhecem que o sistema apresenta distorções, mas vêem a expansão com bons olhos. Cláudio de Moura e Castro, pesquisador em educação, acha que o ensino avançou, mas que o aluno chega despreparado à universidade. "Como a gente pode dizer de forma inequívoca que o ensino melhorou quando a matéria-prima piorou e o processo produtivo melhorou?", questionou. Apesar do maior acesso, 30% dos estudantes que entraram na faculdade em 2000 não chegaram a concluir o curso. A evasão é motivada pelo desinteresse do aluno e pela cobrança de mensalidades.
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