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Micro e pequenas faturaram R$241 bilhões em 2005
O que falta é a conscientização de proprietários ou diretores de micro ou pequenas empresas para a necessidade de buscar essa capacitação.
03/02/2006
Agência Estado / Depto Marketing Unilins
Imagem:
 
As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo faturaram R$ 241,1 bilhões em 2005, um aumento de R$ 4,5 bilhões em relação a 2004, o que significa um aumento de 1,9% do faturamento média real, segundo informou a pesquisa Indicadores divulgada há pouco pelo Sebrae-SP. Em relação a novembro de 2005, houve um aumento no faturamento de 14,2%. De acordo com o Sebrae, os setores de comércio e serviços puxaram a alta do faturamento em 2005. O comércio paulista registrou desempenho acumulado no ano de 3,2% e um faturamento real em dezembro de 2005 4,5% superior ao de dezembro de 2005. Em relação a novembro de 2005, o setor se expandiu 27,3%. O faturamento real do setor de serviços foi 3,5% maior no ano de 2005 do que em 2004, registrando contudo uma queda de 0,6% na comparação com dezembro de 2004. Em relação a novembro de 2005, os serviços faturaram 5,4% a mais no mês de dezembro. Para os técnicos da entidade, estes resultados podem ser explicados com dados do IBGE, que indicam uma melhora da ocupação (3%) e da renda real dos trabalhadores (2%). Segundo o coordenador da pesquisa, Marco Aurélio Bedê, a melhora geral da ocupação e renda na economia amplia o consumo das famílias favorecendo esse conjunto de empresas, além da expansão verificada em 2005 das operações de crédito (21,5%), de acordo com dados do Banco Central. Já a indústria obteve um fraco desempenho no ano passado, registrando queda de 3,1% do faturamento em relação a 2004. Em relação a dezembro de 2004, houve uma queda de 2,8% no faturamento de dezembro de 2005. Para os técnicos do Sebrae, o fator determinante que resultou nesta queda foi a alta taxa de juros do período. "Trata-se de um setor cuja dependência é maior do financiamento, seja em volume de recursos, prazos e prestações (na produção e nas vendas), sendo fortemente afetado pelo custo dos empréstimos", analisou Bedê. Emprego O levantamento indicou também que essas empresas empregaram no ano passado 5,9 milhões de pessoas nas 1,3 milhão de micro e pequenas empresas do Estado, cerca de 231 mil novos postos de trabalho a mais do que em dezembro de 2004, um aumento de 4,1% no número de pessoas empregadas nesta base de comparação. Segundo o diretor superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, esta foi a maior taxa de variação já verificada na pesquisa, desde o início da série, em janeiro de 1998, neste tipo de comparação (dezembro contra dezembro do ano anterior). No ano, o aumento acumulado dos empregos foi de 3,7% em relação a 2004. De acordo com os técnicos do Sebrae, as micro e pequenas empresas não apenas geraram a maior parte das ocupações no setor privado da economia (com 67% dessas ocupações), como também apresentam um grande poder de expansão de novas vagas quando há sinais de recuperação do mercado interno. Para Ricca, essas empresas "estão efetivamente operando num nível de atividade superior ao de 2004 e as contratações de empregados temporários no comércio concentraram-se no mês de dezembro". Expectativa A entidade realizou uma sondagem de opinião, entre 16 de dezembro de 2005 e 6 de janeiro deste ano com micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo, que revelou que os empresários estão otimistas em relação ao ano de 2006. A maioria deles (88%) acredita que o faturamento das empresas irá aumentar ou pelo menos se manter no mesmo nível do ano passado. Os investimentos fazem parte dos planos de 75% dos empresários, e consideram como os principais itens a reforma nas instalações (35%), qualificação dos empregados (33%), compra de equipamentos de informática (31%) e compra de máquinas e equipamentos (26%). Quando a pergunta é quanto se pretende investir, 47% afirmam até R$ 10 mil e 29% entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. Os empresários (63%) esperam também manter o número de empregados ou aumentar esse número (28%). 43% dos proprietários de micro e pequenas empresas acreditam no aumento do nível de atividade (produção) da economia, queda nas taxas de juros (42%) e manutenção da taxa de inflação no patamar atual (42%). A opinião dos empresários está dividida quanto ao desemprego na economia: 42% acreditam em um aumento, 36% em redução e 21% acreditam na manutenção do nível de desemprego. Em relação ao ano que passou, os empresários ficaram divididos. Para 37% o ano foi pior, para 34% o ano de 2005 foi parecido com 2004 e para 30% foi melhor. Na indústria a avaliação foi mais pessimista do que nos demais setores, o que explica a "divisão". A principal dificuldade enfrentada pelas micro e pequenas empresas foi a queda no consumo (25%), seguida do pagamento de impostos (23%) e da inadimplência dos clientes (17%). A maioria (77%) não se considerou prejudicada pelo dólar (na cotação de US$ 2,30). Fonte: Agência Estado - 02/02/2006 Preocupação Segundo estatísticas, boa parte das micro e pequenas empresas fecham suas portas, no prazo de 2 anos, em razão da falta de capacitação de seus proprietários ou diretores. Uma boa notícia é que no mercado educacional já existem cursos superiores de curta duração (2 anos) que capacitam profissionais para atuarem em empresas industriais, comerciais e de serviços, de micro e pequeno porte, dotados de competências e habilidades para planejar estratégias e gerenciar os recursos humanos, mercadológicos, materiais e financeiros, de forma a garantir sua competitividade no mercado em que atuam. O que falta é a conscientização de proprietários ou diretores de micro ou pequenas empresas para a necessidade de buscar essa capacitação. Em Lins, a Unilins oferece o curso superior de graduação em Gestão de Micro e Pequenas Empresas. Informações pelo 0800 771-3200 ou pelo site www.unilins.edu.br.
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