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Segundo o coordenador de supervisão indutora do Ministério da Educação (MEC), Rubens de Oliveira Martins, o último censo do órgão indicou um crescimento de 125% na quantidade de alunos que concluíram os cursos sequenciais oferecidos por universidades brasileiras.
De 8.865 estudantes em 2002, o número pulou para 19.953 em 2003. “O perfil do aluno que procura esta opção é diferenciado. São pessoas que têm o foco da capacitação profissional e dispensam o leque da formação generalista que a graduação tradicional oferece. Não cabe apontar qual é melhor ou pior, mas eles estão voltados para focos diferentes”, destacou Martins.
Martins ressaltou que os sequenciais não podem ser entendidos como um atalho da graduação ou uma abreviação e oferecem, na maioria dos casos, cursos concentrados nas áreas de ciências sociais aplicadas.
“Também não é permitido que os sequenciais tenham a mesma denominação das licenciaturas e bacharelados”, explicou. O coordenador esclareceu ainda que o diploma entregue ao egresso do curso sequencial não permite a continuidade em mestrado ou doutorado.
Atenção redobrada deve haver também quando a pessoa formada pretende prestar um concurso público. Martins informou que dependerá dos requisitos descritos no edital para saber se ele será um candidato apto ou não.
“Se exigir um aspirante graduado, quem se formou em sequencial não poderá concorrer. Quem se forma em sequencial não tem um título”, informou.
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