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“Bill Gates disse em seu livro A Estrada do Futuro, publicado em 1995, que a internet não daria certo, porque não tem dono, mas é exatamente por isso que ela dá certo”, comentou o prof. Joaquim Valverde - Presidente da Sociedade Paranaense de Ensino e Tecnologia. Sua fala fazia uma analogia ao uso do software livre que, assim como a internet, não tem dono, o que seria o principal motivo para seu sucesso.
Valverde é um entusiasta pelo uso do software livre, assim como Sérgio Amadeo, atual presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Ambos estiveram na sexta-feira, dia 21, na sala 17 do campus da Unilins, debatendo sobre as Políticas de Informática e Software Livre com professores, empresários, alunos e demais interessados no assunto.
A pergunta que não quer calar é sempre a mesma: Porque as pessoas utilizam softwares proprietários, pagando fortunas por suas licenças, se poderiam ter a mesma tecnologia, as vezes até mais, sem pagar nada?”. Ambos concordam que o motivo é meramente cultural e acreditam que será preciso um amplo trabalho de difusão para que essa realidade se modifique. Coisa que já vem acontecendo.
A Unilins, por exemplo, pretende implantar a utilização de softwares livres em suas disciplinas, criar cursos específicos e incentivar o uso desses programas pelos seus alunos. Segundo prof. Antônio Carlos Lima de Santana, coordenador do curso de Sistemas de Informação e do Centro Didático de Informática da Unilins, estuda-se até a implantação desse conceito na grade curricular do curso. Essas ações trarão significativas mudanças no comportamento dos futuros profissionais.
Sérgio Amadeo é uma grande personalidade do cenário nacional. Ele está sendo responsável pela implementação de um programa que visa à implantação do software livre nas estações de trabalho do governo federal. “É um desafio, mas eu não sou funcionário da Microsoft, não tenho por que aceitar esse monopólio. O maior problema é a falta de profissionais que dominem o software livre”, comentou.
Foi até cogitado, por Sérgio Amadeo, a possibilidade de Lins se tornar um pólo regional do software livre. A parceria realizada entre a Unilins e a Utah Linux Center vai possibilitar a formação de profissionais especializados para trabalhar com esse conceito. “A tendência das empresas é conhecerem o software livre e caminharem para ele. Isso vai demandar mais suporte e desenvolvimento de programas e Lins poderá gerar uma grande massa de pessoal capacitado”, explicou.
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