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De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial chega em 2012 na marca dos sete bilhões de pessoas. O crescimento populacional nas últimas décadas foi bastante rápido, impulsionado especialmente por uma maior expectativa de vida, sendo a média atual de 68 anos, quando era de apenas 48 anos em 1950. Isso alerta para a necessidade de se refletir e tomar decisões importantes em um curto espaço de tempo, para enfrentarmos os desafios desse cenário não muito promissor. A Revolução Industrial (meados do século XVIII) marcou uma significativa mudança no modo de vida das pessoas e do planeta. Gerou um conjunto de significativas transformações tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo, assim como nos níveis econômico, social e ambiental. O período anterior, marcadamente agrícola e artesanal, rendia-se a mecanização (vide o motor a vapor) a qual superaria o desempenho humano. É imposta uma nova relação entre capital e trabalho, bem como entre os países. Dentre vários outros eventos, houve o êxodo rural que resultou em grandes aglomerados humanos nas cidades, bem como no surgimento do fenômeno da cultura de massa. Outra das conseqüências da Revolução Industrial foi o rápido crescimento econômico, onde “a renda per capita e a população começaram a crescer de forma acelerada nunca antes vista na história”, com significativa redução da mortalidade infantil. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente em muitos dos países ocidentais e que ao longo dos anos vem impondo de forma maciça sua engenhosa maquinaria de rodas dentadas da produção e consumo excessivo. A relação população, consumo e meio ambiente estão interligadas num sistema de causa e efeito, haja vista a gigantesca geração de resíduos e o esgotamento de fontes naturais, além da extinção de espécies no planeta nos últimos anos. Espera-se que na Conferência Rio+20 estas questões e outras, como o crescimento e sustentabilidade, sejam profundamente discutidas, e que tanto os países ricos e outros emergentes como o Brasil e Índia possam se comprometer a tomar atitudes mais responsáveis quanto a isso.
Assuntos como esses foram abordados na oficina de “Tecnologias Sustentáveis” ministrada pelo engenheiro e professor José Queiroz, na Unilins no mês de Abril. Essa é uma das ações da Pró-Reitoria de Extensão e Ação Comunitária (PROEXAC), que se soma ao que já está sendo desenvolvido nesta área junto à comunidade. Um grupo bastante motivado de alunos dos vários cursos da Unilins esteve presente, tendo a oportunidade de aprimorar os seus conhecimentos acerca do assunto. A oficina desenvolvida teve como base os eixo economia/sociedade e meio ambiente. Foram tratados desde temas mais abrangentes, como a aceleração do processo da mudança climática, até questões mais particularizadas como, por exemplo, o quanto é possível economizar e produzir energia em uma casa, se valendo de recursos simples, respeitando o meio ambiente. Complementou-se a explanação através da apresentação de protótipos desenvolvidos pelo professor José, estagiários e funcionários no próprio CEAC, e que tem sua eficácia comprovada no uso em residências e junto a famílias de baixa renda.
Ficou um gostinho de quero mais, sinalizado pelo interesse dos participantes em desenvolver os temas em outras oficinas e dentro de linhas de pesquisa nas suas áreas de formação.
É preciso que cada um faça sua parte enquanto indivíduo ou nação, de uma forma grande ou pequena, porém com uma atitude consciente e coordenada.
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