|
Para a Biologia, expectativa de vida é normalmente definida como a duração média de vida esperada para os membros de uma espécie, a partir do nascimento. Para a demografia, expectativa de vida é a estimativa sobre a duração média de vida de uma coorte por ocasião do nascimento.
Outra medida importante é a de expectativa de sobrevida para os idosos: aos 60 anos, em 1980, os homens poderiam esperar viver mais 14,2 anos, e as mulheres, mais 17,6; em 1996, foram de 16,3 para os homens e de 20,4 para as mulheres (Camarano et al., 1999).
A biodemografia oferece evidências interessantes sobre a perspectiva atual de duração máxima da vida humana. Segundo estudos populacionais feitos nos Estados Unidos, a eliminação de doenças cardíacas como causa de morte acrescentaria, em média, três anos de vida para a população feminina e três anos e meio para a masculina. A eliminação das doenças cardíacas e do câncer acrescentaria sete anos para as mulheres e oito para os homens. A observação de curvas populacionais mostra que na Suécia, na Inglaterra, no País de Gales e na França, países industrializados em que as populações já atingiram elevado nível de bem-estar, a duração máxima de vida observada entre homens e mulheres aumentou muito pouco nos últimos 130 anos. O que cresceu foi o número de pessoas que, em sucessivas coortes, conseguiram manter-se vivas depois dos 50, dos 60, dos 70 e, mais recentemente, dos 80 e 90 anos. Portanto, a não ser que ocorram extraordinárias descobertas biológicas, a duração máxima da vida humana não mudará.
Reprodução parcial de texto sob o mesmo título retirado de Neri, Anita L. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, 2005. pág. 85-86.
A expectativa de vida da população brasileira tem crescido a cada ano. Você sabia que em 2020 teremos 48 milhões de habitantes com mais de 55 anos no Brasil? E você sabia que não teremos profissionais especializados o suficiente para atender esta população?
Se você é um profissional que trabalha com idosos, venha se especializar nesta área. A Unilins está com matrículas abertas para seu curso de especialização em Gerontogeriatria, na modalidade semi-presencial.
|