|
Uma série de medidas tomadas pela Coordenação do CDI tem por objetivo otimizar a utilização das máquinas e restringir softwares que não sejam de interesse acadêmico. Essa providência se deve ao fato de que muitos usuários utilizam as máquinas para acessar sites desnecessários, tirando a oportunidade dos usuários que delas precisam para estudar e cumprir outras obrigações relacionadas à sua atividade acadêmica.
Por essa razão, desde o último dia 1º de maio, foram estabelecidos horários e salas especiais para acesso à internet, permitindo, assim, que algumas máquinas permaneçam disponíveis para estudos e pesquisas.
A criação de novos cursos e o conseqüente crescimento da demanda pelo CDI, fez com que a Unilins constituísse, em 2004, uma Comissão de Informática que, inicialmente, tinha como objetivo coordenar as compras daquela área, mas que, com o decorrer do tempo, foi assumindo mais funções. Atualmente, essa comissão é formada pelos professores Hamilton Luiz de Souza (C.I.), Antônio Carlos Lima de Santana (C.D.I.) e Luiz Fernando Oliveira Silva (CTGEO).
Para a Fundação como um todo, a Comissão sugeriu a substituição do Microsoft Office pelo OpenOffice. Essa medida deverá ser complementada pela implantação de terminais magros (thin-client) e uso de Softwares Livres em maior escala.
Essas mudanças já estão acontecendo no CDI e na biblioteca, setores onde já se usa o OpenOffice desde o início do ano, e onde foram instalados os primeiros terminais "thin-client".
Aliada a essas mudanças, estão previstas a compra de mais terminais "thin-client" a serem instalados no CDI e no bloco administrativo e a aquisição de mais impressoras à laser.
O que são terminais "thin-client"?
São micro-computadores, especialmente montados para trabalharem sem disco rígido local. O Sistema Operacional, aplicativos e área de dados são providos por servidores.
Essa forma de trabalho permite a instalação e manutenção de software de forma centralizada, agilizando o trabalho dos técnicos do laboratório. Além do custo de aquisição menor, também a longo prazo haverá uma redução de custos no que se refere a atualizações de hardware, uma vez que upgrades serão feitos no servidor e, quase nunca, nas estações.
E o Software Livre (SL)?
SL é um tipo de software em que o usuário tem a liberdade de ver o código-fonte, estudá-lo, copiá-lo, modificá-lo e redistribuí-lo. Exemplos bem conhecidos são o Linux e o OpenOffice, que além de livres, são gratuitos.
A adoção do SL tem justificativas técnicas, políticas e financeiras, mas só esse último fator já justifica a adoção na Fundação, a qual, com a economia gerada, poderá fazer investimentos em hardware (como os terminais thin-client e servidores) e em outras melhorias como a construção de novos prédios.
Algumas dificuldades terão que ser vencidas, como a mudança na operação de alguns programas e em alguns casos, diminuição de desempenho ou funcionalidade, mas é um custo calculado e necessário para se alcançar melhores resultados.
Porém, os outros softwares continuarão disponíveis, uma vez que a adoção de terminais "thin-client" será gradativa. Mesmo nesses terminais, será possível se conectar a servidores Windows, que terão seus aplicativos específicos, como Delphi, Oracle e outros.
A Fundação está convicta de onde quer chegar e não está sozinha nessa decisão. É uma tendência já adotada por várias organizações governamentais, escolas e empresas.
Segundo uma pesquisa feita por especialistas da Unicamp e da empresa Brasilian Software Softex, dos mais de seis mil entrevistados, 53% dos usuários são grandes empresas, das quais 64% têm faturamento anual acima de R$ 1 milhão.
Nos órgãos públicos, a utilização do software livre representa 13% e em universidades, 10%.
Uma das razões pelas quais o governo aposta no desenvolvimento de programas de software livre no país é que são gastos por ano US$ 1 bilhão, no pagamento de direitos autorais sobre softwares.
Segundo dados do IBGE, o mercado do software no país chega a R$ 20 bilhões (cerca de US$ 7 bilhões), sendo que a receita operacional das empresas de informática é algo em torno de R$ 17 bilhões.
|