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O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou na última semana a redução da taxa de juros do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) de 6,5% para 3,5% ao ano, a partir da próxima reunião do Conselho Monetário Nacional. O objetivo é diminuir o índice de inadimplência do projeto.
O Fies é destinado a estudantes que não têm condições de bancar os custos de sua formação, matriculados em instituições de ensino superior privadas. A Caixa Econômica Federal financia a graduação e o aluno começa a pagar só depois de formado, em parcelas. O processo seletivo, desde a inscrição dos estudantes até a divulgação dos resultados das entrevistas, é feito pela Internet.
Há ainda outras mudanças significativas. Pela proposta, alunos que se formarem em cursos de licenciatura e derem aula em escolas da rede pública terão 1% do valor da dívida abatido para cada mês trabalhado. Com isso, a quitação se daria depois de oito anos e quatro meses trabalhados.
O ministro informou ainda que, após a aprovação do Projeto de Lei nº 5143/09, que tornaria o Ministério da Educação (MEC) o agente operacional do Fies, as inscrições para o programa serão ininterruptas, ou seja, não haverá mais ciclos de financiamento e o estudante que não tiver mais condições de pagar a faculdade terá acesso à linha de financiamento imediatamente.
Há três anos, o fundo reduziu a taxa de 9% para até 3,5%, conforme o curso. Além disso, com o prazo de carência ampliado, os alunos têm até seis meses para começar a pagar.
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