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Carreira no Marketing exige atualização
Carreira no Marketing exige atualização
12/04/2005
Coord. Marketing Tecnológico
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Empresas reorganizam departamentos e procuram profissionais comprometidos com os resultados da organização e preparados para a nova realidade do mercado O marketing nunca esteve tão em alta. Um estudo realizado no final de 2004, patrocinado pela Associação Nacional dos Anunciantes dos EUA, revelou dados surpreendentes do setor. Mais de 75% dos executivos entrevistados afirmaram que esse departamento ficou mais importante para as suas empresas nos últimos cinco anos. De acordo com o presidente da ADVB-PR (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná), Norman de Paula Arruda Filho, o marketing tem sido a essência do capitalismo nos últimos anos e vem se firmando neste papel para o futuro. “O preço e a qualidade de produtos e serviços oferecidos em vários cantos do mundo estão se nivelando, nos mais diversos setores. Para se diferenciar, as empresas investem na imagem com o consumidor, valorizando o uso e os costumes, o design, a ética, o atendimento, a linguagem. Ou seja, usam valores subjetivos para se destacar. Sabem que o consumidor compra um benefício intangível em cada produto, que pode ser até analisado, mas, por ser um desejo, antes de tudo, é emocional”, explica. Por outro lado, a pesquisa americana revela também que mais da metade dos entrevistados acha que seus profissionais de marketing estão alienados dos objetivos da companhia. Por isso, não surpreende que 70% das empresas pesquisadas estejam em processo de reorganização do departamento de marketing ou tenham feito essa mudança nos últimos três anos. Não existem pesquisas similares no Brasil, mas, de acordo com o consultor Luiz Alberto Marinho, a realidade não é muito diferente. “O grande problema dos profissionais de marketing está em insistir em velhas estratégias, demonstrando absoluta falta de compromisso com os resultados da empresa”, adverte. Segundo Marinho, o mercado de trabalho vive hoje o fim de uma era – o crepúsculo do profissional de marketing de massa e o nascimento de uma nova geração de executivos, com perfis bem diferentes dos seus antecessores. “O marketing, como nós conhecemos, se tornou ineficaz e irrelevante. Os que não se adaptarem, correm o risco de virar peça de museu”, alerta o consultor. Marinho explica que o novo profissional deve estar atento à fragmentação radical que o mercado vem sofrendo. “Agrupados em segmentos cada vez menores e mais específicos, os consumidores demandam produtos e serviços personalizados, adequados aos seus desejos e necessidades”, enfatiza. Para o headhunter Bernt Entschev, “a grande função do marketing atualmente é perceber as necessidades de mudanças impostas pela sociedade e repassar essa informação ao restante da empresa, para que a organização não perca o momento de lançar ou acompanhar tendências”. Philip Kotler, guru mundial do marketing, escreveu em um de seus últimos artigos que o mercado está exigindo do profissional de marketing a capacidade de equilibrar três aspectos que, apesar de muitas vezes conflitantes, não chegam a ser excludentes: obter lucros para a empresa, a satisfação do consumidor e a preservação do interesse público. “Este é, de fato, o maior desafio do marketing no século 21”, salienta. O mercado de trabalho na área de marketing O marketing ainda não é um assunto encerrado ou uma disciplina totalmente codificada, mas algo em constante desenvolvimento e reinvenção. Nas prateleiras de livrarias e bibliotecas pode-se encontrar livros sobre marketing direto, um-a-um, de guerrilha, digital, de rede, de relacionamento, de permissão, essencial, experimental, simbiótico, interativo, viral, de fertilidade, de banco de dados, de incentivos, de substituição, de nichos, contra-intuitivo, ultrajante, entre outros. Diante do surgimento de novos conceitos, tecnologias e estratégias a cada instante, o primeiro passo para o sucesso profissional nessa área é manter-se informado e saber que jamais poderá parar de estudar. De acordo com o coordenador dos cursos de MBA em Marketing da FGV, Luiz Carlos Sá, o profissional competente deve ter uma postura de aprendizado contínuo, buscando todas as formas possíveis de assimilar informações, acadêmica ou não. Para o palestrante, escritor e estrategista em comunicação e marketing, Mario Persona, autor do livro “Marketing Tutti-Frutti”, “é provável que o profissional descubra que será impossível parar de estudar, que nunca completará sua carreira acadêmica, mesmo porque amanhã tudo estará diferente do que é hoje. E ele pretende atuar no mercado amanhã também, obviamente”, deduz. Ainda segundo Persona, a formação hoje é muito mais uma questão de postura do profissional do que do número de títulos que ele coleciona. É preciso experiência, é preciso conhecimento prático, é preciso imaginação, intuição e muita coisa que é impossível de se adquirir neste ou naquele curso. Por isso, não se deve atribuir o desemprego na área de marketing à proliferação de profissionais. É certo que hoje mais de 300 novos especialistas são colocados no mercado, só no Paraná. Mas os bons profissionais garantem bons salários e excelentes colocações em um leque cada vez maior de campos de atuação na área: marketing esportivo, cultural, de serviços de saúde, religioso, de varejo, industrial, de relacionamento, de turismo, de agronegócios, eleitoral, entre outros.
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