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Segundo o Eng. José Tadeu da Silva, presidente do Crea-SP - Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, existe uma grande procura por profissionais formados em todas as carreiras de engenharia.
Ele afirma que a crise econômica ainda não chegou "com força" à profissão e que há muitos investimentos que continuam sendo realizados, tanto pelo setor público quanto por empresas, mas falta gente graduada.
O Brasil forma, por ano, cerca de 25 mil engenheiros, um terço do número da Coréia do Sul, que gradua anualmente em torno de 80 mil profissionais. Como faltam engenheiros, sobram postos de trabalho para gente qualificada, inclusive no exterior.
Um dos fatores que justifica a falta de engenheiros no mercado é que os alunos trocam de área com freqüência ou não sabem o que querem. Muitos desistem do curso e vão trabalhar com outra coisa. Por exemplo, boa parte dos recém-formados ou estudantes de engenharia já trabalhou em banco, gerência de empresa ou no mercado financeiro. O engenheiro costuma ser bom com números e planejamento, e os bancos valorizam.
Mas, dá para trabalhar como engenheiro e ganhar bem.
Texto extraído da reportagem de Rafael Sampaio.
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