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Serviço Social vive boom com revalorização da profissão
15/10/2008
O Estado de São Paulo (texto editado)
Leia notícia na íntegra em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080929/not_imp249902,0.php
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Depois de ser voluntária num trabalho comunitário da região onde mora e perceber que era possível atuar de maneira mais ampla e profissional no setor, Aliciana Basílico Ramos de Oliveira decidiu prestar vestibular para Serviço Social. Aos 25 anos, no segundo semestre do curso, ela se surpreende ao encontrar outras pessoas como ela, prontas para atuar num mercado de trabalho mais amplo - seja no setor público, por meio dos programas de saúde e sociais, ou no privado, dentro do terceiro setor. No último ano, o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) registrou mais de 8 mil recém-formados que começaram a atuar na profissão. O número - um aumento de mais de 10% nos cerca de 74 mil assistentes sociais brasileiros - provocou surpresa até mesmo na presidente do conselho. "Foi uma proporção bastante significativa, que nunca tinha acontecido", explica Ivanete Boschetti, presidente do CFESS. "É o reflexo mais concreto de uma revalorização da profissão, o que leva a um aumento da procura pelo curso por parte dos estudantes." Dados do Ministério da Educação (MEC) dão volume à análise de Ivanete. Em cinco anos, mais do que dobrou o número de vagas oferecidas nos cursos de Serviço Social, saltando de 9.757 em 2001 para 23.024, em 2006 - a maior parte delas em instituições privadas, seguindo o movimento de expansão desse setor desde o fim dos anos 1990. Como conseqüência, o número de concluintes passou de cerca de 8 mil para 16 mil alunos no mesmo período. Justamente por estar nessa ponta, num momento de aumento de programas sociais de todo tipo, o assistente social tem encontrado espaço em secretarias de saúde, habitação, trabalho, educação, autarquias, empresas públicas e privadas, projetos de pesquisa e programas do governo federal. O Programa Saúde da Família, por exemplo, também incorporou a figura do assistente social em suas equipes, abrindo postos em todo o País. Houve ainda a criação de centros de assistência social em todos os municípios, requisito de uma lei federal aprovada em 2005. "Sabemos que até o momento o mercado tem absorvido esses formandos. Percebemos isso pelo número de cadastros ativos e, pela situação atual, a tendência é que esse processo continue ainda por um tempo", explica Ivanete, do conselho federal.
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