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Plano do MEC prevê intensificar a formação de pós-graduados no Brasil. A comissão que elaborou o novo Plano Nacional de Pós-Graduação entregou ontem ao ministro da Educação, Tarso Genro, a proposta de ações no setor para os próximos cinco anos. Orientada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a comissão estabeleceu como uma das metas formar, em 2010, 16 mil doutores, o que representa o dobro do que as universidades brasileiras formaram em 2003.
Em entrevista coletiva, o ministro Tarso Genro informou que "as propostas serão acolhidas integralmente" e destacou que um dos objetivos é investir na formação de profissionais para apoiar o desenvolvimento industrial do País. "O Brasil é um país que hoje tem política industrial. O Plano de Pós-Graduação, apresentado pelo MEC por meio da Capes, não poderia deixar de estar intimamente ligado a essa política", acrescentou, segundo informou a Agência Brasil.
Para elaborar o plano, a comissão, coordenada pelo presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, coletou sugestões, por meio da internet, de representantes de todos os segmentos que atuam na pós-graduação: universidades, sociedades científicas, comitês gestores dos fundos setoriais e o setor empresarial.
Dos cerca de 254 mil professores de ensino superior no Brasil, apenas 21% têm doutorado e 35% têm mestrado. Atualmente, há no Brasil 110 mil alunos de mestrado e doutorado. De acordo com o presidente da Capes, do total de formados em 2003, apenas 13% concluíram cursos nas áreas de Engenharia e de Computação. "Se a política industrial vai requerer recursos humanos qualificados para o seu desenvolvimento, obviamente vai precisar de pessoal com essa qualificação nessas áreas cobertas pela política industrial tecnológica e de comércio exterior", observa Guimarães.
O plano aborda aspectos da formação de mestres e doutores.
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