|
Alunos dos cursos de engenharia da Unilins assistiram a uma palestra sobre Energia Nuclear e a sua Aplicação na Geração de Potência Elétrica.
O palestrante, Eduardo Damianik Valdetaro da Silva, da Eletronuclear, apresentou diversas informações sobre o assunto e enfatizou o seu trabalho na Usina Angra II.
A palestra ocorreu na sala 31 da Unilins. Foram comentados aspectos do enriquecimento de urânio, desde a
mineração até a construção das pastilhas de urânio, apresentação do
processo nuclear de geração de energia elétrica de potência e os
trabalhos para atualizar os computadores de processo da Usina Angra II.
Saiba mais sobre a Geração Nucleoelétrica
Uma usina nuclear gera energia térmica. Ou seja, a turbina, que é
acoplada ao gerador elétrico, se movimenta por força do vapor da água.
Nas usinas térmicas convencionais esse vapor é obtido através do calor
produzido pela combustão do carvão, de derivados de petróleo, do gás ou
de biomassa. Já no caso das centrais nucleares, o calor é obtido pela
fissão dos átomos do urânio no núcleo do reator.
Usinas como as de Angra têm três circuitos de água inteiramente
independentes. Pelo circuito primário circula a água que é aquecida no reator. Esse aquecimento ocorre em função da liberação do forte calor decorrente da fissão dos átomos de urânio contidos nos elementos combustíveis (compostos de varetas feitas com liga de zircônio e estanho onde ficam embutidas as pastilhas cerâmicas de dióxido de urânio, UO2).
A intensidade dessa reação em cadeia (a fissão de um átomo de urânio
libera dois a três nêutrons, que por sua vez bombardeiam os núcleos de
outros átomos e assim sucessivamente) é controlada por barras especiais.
Essas barras, quando inseridas por gravidade nos elementos combustíveis,
absorvem nêutrons que, dessa maneira, controlam a reação em cadeia. É por isso que uma usina nuclear pode ser ajustada para funcionar a baixa potência ou a plena capacidade (100%), ajustando-se conforme a demanda de energia. Para gerar energia, as usinas nucleares não dependem de
regime de chuvas, pois não é preciso regular a potência da usina de
acordo com o volume de água previamente existente nos reservatórios, como acontece nas hidrelétricas."
|