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Ao longo de minha vida profissional, creio que de tudo que aprendi, destaco o “conhecer gente”. Conheci pessoas ativas, excitadas (agitadas), mornas, frias, agressivas, indolentes, arrogantes, competentes, incompetentes e pude observar que, para se levar adiante qualquer projeto, principalmente o de comando, se faz necessário tocar as pessoas. A poetiza Cora Coralina, de forma sábia, expressou em um de seus poemas: “nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.” Hoje vejo a Unilins, por mais tecnológica que seja, uma engrenagem feita de seres humanos, para formar seres humanos, e esse ser humano somente compartilha de nossos sonhos se de fato tocarmos seus corações. Diante disso, vejo para os destinos de nossa Instituição a importância de se conhecer o comportamento humano das pessoas e, com suas diferenças, conduzi-las para o mesmo objetivo. Destaco ainda, como um dos marcos de nossa instituição que, além de formar os nossos alunos, em todas as suas dimensões, também procura, de todas as formas, capacitar seus colaboradores, pois, capacitar e informar são medidas que transformam em eternas gratidões e engrandecem sobremaneira a Instituição.
Quero agradecer nesta mensagem de encerramento, desse marco de minha vida, a de reitor da Unilins, a comunidade linense, onde de há muito me sinto de casa, visto que grande parte desses meus 57 anos se passou aqui. Vim para Lins em 1969 para me formar engenheiro, executei obras por todo esse Brasil e até no exterior, mas, aqui constituí raízes, e dos meus filhos, dois são linenses. Iniciei no magistério em 1972, no IAL e, em 1974, na Escola de Engenharia de Lins. Agradeço em especial a imprensa linense que sempre me tratou com muita distinção e cobriu, de forma competente e com isenção, todos os eventos ocorridos na Unilins.
Aos professores, os artistas principais nesse palco chamado educação, eternos facilitadores no processo de educar, que levam o conhecimento aos nossos alunos, agradeço por acreditarem nesse projeto Unilins e se engajarem de corpo e alma. Espero, como diz a professora Maria Emilce, que a nossa Instituição “entranhe” em seu corpo e, ainda lembrando Cora Coralina, lhes digo "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Aos colaboradores que, em sua maioria, aderiram ao projeto Unilins, onde aprenderam a conhecê-lo, em detalhes, durante nossas reuniões mensais, meus mais sinceros agradecimentos. As nossas reuniões nos aproximou, compartilhamos os sonhos, as dificuldades para realiza-los, pois, já disse inúmeras vezes que os sonhos são mais velozes que as realizações. Muitos contribuíram de forma significativa com críticas e sugestões. A todos, aos mais próximos e aos mais distantes, o meu muito obrigado, principalmente, por sonharem comigo.
Aos nossos alunos, elo importante desse processo, sem os quais nada disso existiria, repito o que tenho dito sistematicamente: “não sonho com uma Instituição que nada cobra”, pois, não quero vê-los rastejando na busca de espaço no mercado de trabalho, mas sonho com uma instituição séria, ética, onde todo conhecimento levado à vocês, pelos professores, funcionários e diretores, os ensine, cada vez mais “aprender a aprender”, pois, a partir disso, todo aprendizado será fácil e a formação a mais completa possível. Ao longo desses seis anos mantive uma convivência regular com os Diretórios Acadêmicos estimulando-os ao empreendedorismo em suas gestões, estimulando eventos, realizações e compartilhando com eles os sucessos alcançados. Também aqui os meus agradecimentos. Todos nós sempre seremos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, diz o escritor Kalil Gibran.
Toda mudança é salutar. Repetindo o que disse na mensagem de início do ano, citei um trecho de uma mensagem de Kelly Jonesku, que diz o seguinte: “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos. O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.” Não choro por estar finalizando essa etapa, mas agradeço a Deus e a todos por tê-la vivido.
A mudança traz novas oportunidades para todos até mesmo para aqueles que ficam, pois, estimula todos a se coçarem, saírem do comodismo e mostrar suas habilidades e competências aos novos dirigentes.
Peço para todos apoio ao Prof. Milton Léo – reitor; e ao Prof. Edgar Paulo Pastorello, vice-reitor, contribuindo com as críticas construtivas, quando necessárias, e também com as constantes sugestões.
O comandante leva os louros das ações de todos. Mas eu quero compartilhar com todos, pois, a Unilins se instalou com a participação de todos. Seis anos de infância. Demos os primeiros passos – todas as pernas juntas; os primeiros dentes – mordemos juntos; as primeiras palavras – balbuciamos juntos; os sonhos – sonhamos juntos; agimos – agimos juntos, e por tudo isso, meu eterno muito obrigado.
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