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Aquele profissional da área tecnológica altamente especializado e que trabalha totalmente focado em seu segmento está com os dias contados. Pelo menos no mundo corporativo. Cada vez mais as companhias privadas buscam executivos com visão globalizada e capacidade de encurtar a trajetória da empresa rumo à liderança do mercado.
A Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos) – situada em Canoas, município da Grande Porto Alegre (RS) – e a Universidade de São Paulo (USP) são algumas que estão apostando nesse filão. Elas têm em comum o fato de contarem, em seu quadro com professores e profissionais com larga experiência acadêmica e também no chamado mundo real: as grandes corporações.
A Unisinos desenvolve o MBA para Tecnologia da Informação, no qual as aulas são quase que 100% práticas. Os estudantes são instados a fazer trabalhos e desenvolver projetos e propostas como base em situações do dia-a-dia. "Com isso, as empresas que patrocinam os cursos para seus executivos obtêm retorno quase que imediato do investimento feito", argumenta o professor Carlos Alberto Diehl, coordenador geral de MBA da Unisinos.
No curso de Inovação Tecnológica, criado pela Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo, acontece o mesmo. Lá, o público-alvo também é o profissional com atuação diferenciada. Aquele técnico que fica preso no laboratório desenvolvendo uma pesquisa ou um projeto muito específico não tem vez. "Buscamos gerentes ou executivos prestes a assumir um cargo de direção na área tecnológica", explica o professor doutor Diolino José dos Santos Filho, responsável pelo Programa de Educação Continuada em Engenharia, da Escola Politécnica da USP. "A concorrência é muito grande e para crescer não basta ser competente e sim um profissional com visão ampla do mercado", conclui ele.
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