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Ciência da Informação: Campo de trabalho em expansão
Ciência da Informação: Campo de trabalho em expansão
22/06/2004
Estado de Minas
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Profissional dessa área é cada vez mais importante dentro das empresas Num mundo onde o volume de informações produzidas cresce a cada dia, o papel do profissional da informação é cada vez mais importante e requisitado nas organizações. Em Minas Gerais, apenas a PUC Minas oferece o curso de ciência da informação, com duração de quatro anos. A graduação nessa área é mais abrangente do que a formação em biblioteconomia. "A partir da segunda metade do século XX, o volume de informações aumentou. Áreas como a de recuperação, indexação e gestão da informação ficaram insuficientes. Isso levou os cientistas a iniciarem um trabalho interdisciplinar para lidar com a informação", explica a coordenadora do curso na PUC Minas, Ana Maria Cardoso. O campo de trabalho para o bacharel em ciência da informação – ou analista de informação – existe em todas as organizações. Toda empresa produz informações e precisa lidar com elas. Até o surgimento dos cursos de formação nessa área, no entanto, os cargos relacionados a esse campo acabavam sendo ocupados por profissionais variados. Por seu caráter interdisciplinar, a ciência da informação exige conhecimento de outros ramos, como economia, administração, computação, psicologia e neurociência. "O profissional vai lidar com a informação como um insumo para a tomada de decisões e trabalhar com dados internos, socioeconômicos, gerenciais e de documentos. Além disso, ele também é capacitado para atuar com os conhecimentos que estão na cabeça das pessoas e os explícitos, com a identificação das habilidades de profissionais, com a construção de websites, com a memória institucional, a recuperação de conteúdos na internet, o suporte ao marketing e a organização e processamento de informações ", detalha Ana Maria. Uma das diferenças da ciência da informação em relação à biblioteconomia está no fato de que o profissional trabalha não apenas com as informações que estão em livros e revistas, mas também com dados de rádio, TV, outdoor, internet e intranet. Na lista de disciplinas do curso estão as relacionadas às pessoas que produzem e consomem a informação (como neurociência, psicologia e filosofia), as relacionadas à tecnologia (informática social, rede e banco de dados) e à gestão. "Nossos alunos até podem trabalhar em bibliotecas. No entanto, eles não são formados apenas para isso", diz Ana Maria. O campo de trabalho é amplo, apesar de ainda ser pouco conhecido. "Temos apresentado a área a várias entidades. Não falta trabalho para os nossos estagiários", afirma. O profissional pode trabalhar em todo tipo de instituição, como hospitais, ONGs e empresas. O salário para quem está em início de carreira é de mais ou menos R$ 1,5 mil. O curso da PUC – ao contrário de outros cursos de ciência da informação do País, que são parecidos com o de biblioteconomia – é mais relacionado ao de computação. Em Belo Horizonte, a UFMG oferece a pós-graduação (mestrado e doutorado) em ciência da informação. Os dois cursos, com duração de 24 e 48 meses, estão abertos a profissionais de todas as áreas. "A ciência da informação é voltada especialmente para a informação registrada. Os focos são imagens, sons e textos. O profissional vai trabalhar com a produção, a representação e a recuperação do conhecimento, seja ele científico ou de comunidades iletradas", afirma a coordenadora do programa de pós-graduação em ciência da informação da UFMG, Lídia Alvarenga. O profissional que conclui a pós-graduação, em geral, trabalha em nível gerencial e de pesquisa. Com o mestrado ou doutorado, a remuneração vai variar conforme a empresa. "No mercado, não existe profissional desempregado. A remuneração, no entanto, vai depender da importância que a instituição dá à informação", diz Lídia. "O profissional vai lidar com a informação como um insumo para a tomada de decisões" Ana Maria Cardoso - Coordenadora do curso na Puc Minas.
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