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A Fundação Paulista recebe elogios de seus visitantes não somente pela qualidade de sua estrutura técnica, que conta com equipamentos e laboratórios de ponta. Mais do que isso, as pessoas que entram no campus pela primeira vez ficam impressionadas com a beleza da área verde, em perfeita harmonia com as edificações.
O jardim da FPTE é um dos mais belos da cidade. Recebe cuidados especiais de jardinagem diariamente pelo Setor de Infraestrutura. Além das flores, grama e árvores, habita o nosso campus, entre outros, um casal de urutau, pássaro raro de hábitos noturnos.
Visite o nosso campus. Aprecie a natureza e preserve-a. Mantenha o ambiente limpo.
O texto abaixo segue como reflexão.
O que não vemos
Em nosso dia-dia, aqui na Fundação, ao circularmos pelos ambientes internos e externos, não os percebemos e muito menos as sensações que estes nos provocam.
O fato de estarmos dentro de uma sala de aula ou departamento durante vários minutos ou horas, privilegiando o exercício mental, gera em nós tensão, desconforto físico e mental, instabilidade emocional, podendo levar ao estresse. No entanto, entre um prédio e outro, nos deparamos com jardins, trilhas entre as árvores, luminosidade, cores, sons de pássaros, o céu como teto e a presença de inúmeros insetos e pessoas. Isso a que podemos chamar de intervalo; espaço entre uma coisa e outra e que aparentemente é vazio, perda de tempo; na realidade está repleto de elementos que nos atingem, realimentam e podem nos despertar para outras descobertas e percepções. Um momento complementa, enriquece e equilibra o outro. Isso é essencial para uma boa vivência aqui neste pequeno e complexo organismo vivo que é a FPTE.
Muitas vezes, caminhamos de maneira distraída ou em atitude desrespeitosa destruindo ou jogando lixo, sem se dar conta da infinidade de informações que podemos absorver ou refletir acerca da natureza envolvente, além é claro da companhia das pessoas.
Na assimetria das folhas, dos musgos, no crescimento irregular das árvores, nas sementes do miolo de um gira-sol ou nas nervuras de uma concha; o que poderíamos considerar como disforme, aleatório ou um aparente caos, comporta uma “lógica própria”, um padrão na qual não percebemos ou não aprendemos a ler. Em meio a nossa apressada e corriqueira rotina e descaso, podemos remeter à famosa frase: “...tudo o que acontecer á Terra acontecerá aos Filhos da Terra”.
A matemática, a mitologia, a física, a química, a música, religiões e a filosofia, entre outras; se valem da natureza como fonte de inspiração e referência. As formas que povoam nosso cotidiano, saltam das telas dos computadores para povoar a realidade, passando do design dos mouses, dos frascos de perfumes aos tecidos que imitam peles de animais. Sem contar a nossa dependência das fontes de alimento, de energia, de prazer, etc. De maneira mais sensível é possível perceber vários dos nossos comportamentos e movimentos que são cíclicos nessa interação com o meio. Somos influenciados ou influenciamos? Enfim, tudo isso está nas relações explícitas e sutis, estabelecidas a todo momento sem que a gente perceba: “...tudo está na natureza encadeado e em movimento”. Pode ser que no fundo tenhamos a mesma essência interagindo no mesmo espaço, onde o que está fora e dentro é relativo e o limite talvez não exista.
É preciso, ficarmos mais atentos ao que está ao nosso redor e a nós mesmos, num esforço de entender esse TODO MAIOR. Quem sabe assim encontraremos algumas respostas para certas perguntas e aflições ou, então, apenas deixaremo-nos abandonar sob a sombra de uma árvore num final de tarde alaranjado de verão, olhando o movimento das folhas, ouvindo o próprio coração bater........
(colaboração: Deraldo Ferreira Neto)
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