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Universitários fizeram no domingo o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Responsável pela realização da prova, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que quem faltou ao exame terá de justificar a ausência, sob pena de ser impedido de colar grau. Um balanço deverá ser divulgado hoje pelo Inep.
Em Brasília e várias outras capitais, as provas foram marcadas por protestos de estudantes, que contestavam a forma de avaliação de seus cursos. Em Salvador, por causa do horário de verão, que começou na semana passada, mas não existe nas regiões Norte e Nordeste, parte dos alunos teve problemas com horário. Eles chegaram uma hora atrasados e não fizeram a prova. Os alunos também reclamaram do tamanho da prova e do excesso de questões discursivas.
O prazo para envio das justificativas é 31 de dezembro. Elas serão analisadas e julgadas por uma comissão nomeada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Na justificativa, devem ser anexados documentos que comprovem a impossibilidade de comparecimento, como boletim de ocorrência, atestados e laudos médicos. As justificativas devem ser encaminhadas ao Inep, localizado na Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Anexo II, 4º andar - sala 422, Cep 70047-900, Brasília, Distrito Federal.
Segundo o Inep, 488.883 universitários estavam aptos a realizar o Enade. Eles estão inscritos em 1.613 instituições de ensino. São ingressantes e concluintes dos cursos de administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, formação de professores (normal superior), música, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, defendeu a realização do exame e disse que essa é uma forma de verificar a qualidade dos cursos. "Esse é um instrumento importante para avaliarmos a qualidade do curso que está sendo oferecido", afirmou. "Somente com um diagnóstico preciso da situação existente é possível sanar eventuais problemas", acrescentou. Fernandes afirmou acreditar que os estudantes terão benefícios no mercado de trabalho se o curso for bem avaliado. "Ser formado por uma instituição bem avaliada dá peso ao currículo do jovem profissional", disse.
Instituições
O presidente do Inep afirmou que o exame não avalia os alunos, mas a instituição. Isso porque o desempenho do aluno não aparece no histórico escolar e a nota não é divulgada. Fernandes disse que, ao avaliar os ingressantes e os concluintes, é possível verificar se a instituição contribuiu com o processo de aprendizagem dos estudantes.
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