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Responda rápido: se um conhecido lhe pedisse indicação de alguém para ocupar uma boa vaga de emprego quem, de fato, você indicaria? Ou, melhor, dos seus colegas ou conhecidos, quantos você indicaria sem medo de arriscar seu nome? Melhor ainda: se você tivesse que escolher alguém para trabalhar para você, quem seria o felizardo? Pois é, se o seu nome está em jogo, é possível que você indique menos de 10% dos seus próprios amigos.
É isso justamente que está acontecendo no mercado: tem muita gente até com currículos consideráveis, mas que não atendem às exigências do mercado. Uma matéria do Jornal da Cidade de Bauru (Caderno de Economia de 29 de outubro de 2006) destaca: “Área de software abrirá 200 mil vagas até 2011”. No mesmo jornal, reportagem do dia 4 de novembro, abordando uma pesquisa do International Data Corporation, informa: “Tecnologia da informação deve gerar 630 novos postos de trabalho na América Latina”. Alguns pontos importantes podem ser extraídos desses textos. Já , de início, é afirmado que o mercado de software e serviços de tecnologia da informação tem hoje 20 mil vagas em aberto. José Antonio Antonioni, coordenador da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) afirma que se nada for feito, em cinco anos este número subirá para 200 mil. O vice-presidente de serviços da IBM Brasil, Robert Payne afirma que em agosto deste ano a empresa tinha 12 mil funci onários diretos e indiretos e revela: “Deve chegar ao fim do ano com 15 mil”. Petronio Nogueira, sócio da multinacional Accenture diz: “Temos 400 vagas em aberto. Jovens com formação técnico-científica têm empregos e renda garantidos”. As áreas consideradas promissoras são as de soluções de mobilidade (telefonia celular integrada com correio eletrônico) e soluções na área de gestão (integração de sistemas para organizações).
A partir dessas informações, é impossível calar a pergunta: por que tem emprego sobrando? Ou, de outra forma: por que vai faltar profissionais de Computação nos próximos anos? A resposta está na nossa frente e remete ao início deste texto. Onde estão os bons alunos? E aqui, entende-se como “bom aluno” não somente aquele que reproduz o conteúdo visto em sala de aula. Para a Computação, e também para muitas outras áreas, é necessário dedicação além da sala de aula. Tecnicamente é necessário raciocínio lógico, conhecimento da área de exatas, dedicação aos conteúdos da sala de aula, sim! Mãs não só isso: as organizações precisam de profissionais que tenham iniciativa, curiosidade, capacidade de “aprender a aprender”, habilidade para trabalhar em grupo, ética e, por fim, vontade de manter-se atualizado. Algumas dessas características são adquiridas somente se o futuro profissional tiver uma formação sólida e completa. Cursos de graduação sólidos aliados à força de vontade do aluno garantem o sucesso profissional! As oportunidades estão aí. Agora é escolher o caminho a ser trilhado!
Fátima de Lourdes dos Santos Nunes Marques - Coordenadora dos Cursos de Ciência da Computação e Sistemas de Informação
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