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Apesar do forte expansão do ensino superior, a busca por formação universitária ainda se justifica, na avaliação dos pesquisadores do Observatório Universitário ainda se justifica, porque a remuneração média de um trabalhador desse nível continuava mais alta que a dos demais.
Em 2000, a renda média de um trabalhador com graduação era de R$ 2.157 – mais que o dobro da verificada entre o que tinham somente nível médio (R$ 931). Com pós-graduação, a renda chegava a R$ 3.755.
O rendimento do profissional varia muito de acordo com a carreira. Em medicina, chega a R$ 4.310. Em pedagogia, é de apenas R$ 1.153.
Além de ganharem mais, em média, os médicos são os que têm mais empregos: 42% têm rendimento de dois ou mais trabalhos. Em administração, o índice é de apenas 4.7%
O número de profissionais procurando emprego também varia muito de acordo com a carreira. Em pedagogia e letras, o percentual é de apenas 9% um pouco menor do que verificado em medicina (10%). Em comunicação, no entanto, ele chega a 31% e, em administração, é de 24%.
Apesar da taxa de desemprego mais alta em algumas profissões, Edson Nunes discorda da tese de que é preciso frear a expansão do ensino superior:
“Basta comparar o percentual de nossa população com nível superior com outros países para concluir estamos em condições de conversar sobre restrições ao crescimento.”
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