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Três anos no Ensino Infantil, mais oito no Fundamental, depois outros três no Médio e, quando você pensa que está tudo acabado, se depara com mais quatro ou cinco anos no Ensino Superior. E só depois desta longa jornada, ingressar no mercado de trabalho. Olhando para trás, dá até desânimo. Mas, nos últimos anos, novas opções foram criadas para reduzir esta distância ente o mundo acadêmico e profissional. Uma delas é o curso de curta duração, mais conhecido como seqüencial, que oferece o diploma de terceiro grau em dois anos. Esta é uma modalidade que, cada vez mais, tem despertado o interesse dos pré-universitários. Para se ter uma idéia, segundo uma pesquisa realizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas da Educação), de 2001 para 2002 o número de estudantes matriculados em cursos seqüenciais aumentou 73%. A questão do tempo é um grande atrativo, porém não é o único. A busca por uma formação específica em um campo do saber também tem sido a "menina dos olhos" de quem opta pelos cursos de curta duração. Este foi o principal motivo que fez a estudante Carolina Rodrigues de Aquino, 18 anos, sair do Ensino Médio e ingressar no Superior. Sua opção não foi pela graduação plena e sim pelo curso seqüencial de Tecnologia e Gestão de Pequenas e Médias Empresas da UMESP (Universidade Metodista). "A oportunidade que melhor se encaixou às minhas necessidades. Tenho urgência em obter conhecimentos na área de administração, principalmente enfatizando as pequenas e médias empresas, já que atuo neste segmento há alguns anos", conta.
Mas, como diz o ditado popular: "nem tudo é um mar de rosas". Vale ressaltar que os alunos formados em cursos seqüenciais não terão acesso aos cursos de pós-graduação stricto-sensu, ou seja, o mestrado e o doutorado. "O título do seqüencial é diferenciado e não garante uma formação científica e acadêmica. É direcionado especificamente ao mercado de trabalho", explica a representante da Coordenação de Ensino, da Diretoria de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), Mara Gomes. Nada impede que depois de um curso de curta duração você ingresse em uma graduação e dê continuidade a sua formação profissional. É possível, inclusive, que as disciplinas, os conteúdos e, também, os créditos realizados nos seqüenciais sejam aproveitados nesta modalidade, embora não exista garantia de que isso vai acontecer. Assim, o caminho rápido de dois anos pode acabar se tornando ainda mais longo do que o convencional. Por isso, é fundamental identificar seus objetivos, antes de tomar qualquer decisão.
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