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Mulheres na universidade
56% dos universitários são mulheres, mas os homens são maioria nas estaduais paulistas.
01/08/2006
Correio Braziliense
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56% dos universitários são mulheres, mas os homens são maioria nas estaduais paulistas. O ensino superior brasileiro é delas. As mulheres dominam as estatísticas de matrículas nas universidades do país. De modo geral, elas são maioria nas instituições públicas e privadas brasileiras. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que, dos 4.163.733 estudantes matriculados no ensino superior, 2.346.516 são do sexo feminino (56,35%). Em lugar de cuidar exclusivamente da família e da casa, tarefas que durante muitos anos as mães assumiram sozinhas, as brasileiras estão se tornando cada vez mais qualificadas e prontas para encarar o mercado de trabalho em pé de igualdade com os homens. De acordo com a diretoria de estatística do Inep, as meninas são maioria nas escolas desde a 5ª série do ensino fundamental. Elas levam vantagem também na entrada do ensino superior: as adolescentes ingressam mais do que os homens com a faixa etária adequada (entre 18 e 24 anos) nas universidades. Os dados de 2004 mostram ainda que, no Brasil, mais mulheres se formam do que homens. "A trajetória da mulheres merece destaque na graduação pois elas representam sete pontos porcentuais a mais no corpo discente quando deixam do que quando ingressam no campus, indicando que sua taxa de sucesso é maior que a dos homens", afirma Dilvo Ristoff, diretor de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior do Inep, um dos organizadores da publicação Trajetória da mulher na educação superior brasileira, de abril deste ano. Porém, apesar de já terem conquistado tanto espaço na educação, as mulheres anda têm desafios. Há territórios pouco explorados por elas. Em São Paulo, estado onde está registrado o maior número de universitários do país (1.109.693), as mulheres aparecem em menor número nas universidades públicas. Nas estaduais paulistas, instituições de grande prestígio, havia 59.200 homens matriculados em junho de 2004, contra 45.951 mulheres matriculadas. Eles x elas Além de variações nas instituições, há divergências também em cursos. Ainda existem áreas dominadas pelos homens e outras, pelas mulheres. Na graduação em nutrição, por exemplo, a quantidade de rapazes e moças é bastante diferenciada. Mesmo com a preocupação em relação à saúde em alta, os rostos femininos estão indiscutivelmente mais presentes que os masculinos. O que, para os homens que arriscam a invadir o universo feminino, não é um grande problema. "As namoradas não gostam muito, mas a convivência é tranqüila", garante Délio Araújo, 24 anos. Para Tania Montoro, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem) da UnB, os dados devem ser vistos de maneira positiva. Na opinião da especialista, a evolução de participação das mulheres nas universidades será maior e sempre haverá áreas de maior interesse feminino e masculino. "É uma questão de aptidão. Já crescemos muito. As mulheres estão entrando mais que os homens nos cursos de mestrado e doutorado e chegando mais às salas de aula do ensino superior. Um processo que ainda não terminou", afirma.
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