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TI e Telecom aumentam oferta de vagas. Mas faltam talentos
A questão é que as escolas não formam profissionais em número suficiente e estes precisam investir em especialização.
31/07/2006
Canal RH
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Você conhece as novas linguagens usadas na internet? Conhece os passos para implementar um sistema de gestão em uma empresa? Se respondeu pelo menos um sim, as oportunidades do mercado de tecnologia de informação (TI) e telecomunicações estão abertas. Um estudo divulgado pelo Job Bank da Right Management mostra que TI e Telecom são as áreas que mais cresceram em números de vagas em maio. As duas áreas são as principais responsáveis pelo crescimento do setor de Serviços, que passou de 27% do total de vagas captadas em São Paulo no mês de abril, para 35% em maio. Para Matilde Berna, gerente de Transição de Carreira da Right Management, essa evolução se deve à estabilização da economia que fomentou novos investimentos pelos setores Industriais e de Serviços em 2005 e 2006. “Entre 2001 e 2004, devido a fatores como os ataques de 11 de setembro, as eleições presidenciais, a queda das bolsas, etc., esses investimentos ficaram comprometidos e as contratações represadas”, diz Matilde. Segundo ela, com a estabilidade, menor risco e mercado confiante os empresários voltam a investir nos projetos que estavam parados, o que resulta no aumento da demanda por executivos. Apesar de não considerar esse aquecimento um novo “boom” no setor, a gerente reconhece que, desde o ano passado, TI e Telecom são as áreas que mais evoluem em termos de geração de vagas. “O que reflete um novo momento da nossa economia e a tendência de contínuo crescimento da área de Serviços”. Por outro lado, as empresas percebem que há um déficit entre as ofertas de profissionais qualificados e de vagas. “Aqui temos muitas vagas para preencher em especialistas em linguagens novas como Java e .Net”, diz Augusto Costa, diretor-geral da Manpower Brasil. A questão é que as escolas não formam profissionais em número suficiente, e lembra Costa, estes precisam investir em especialização. “E muitas vezes eles não têm dinheiro para financiar os cursos”, diz Costa. Ele lembra que, em geral, as empresas pagam a qualificação dos funcionários, mas só quando elas têm certeza de ter um retorno imediato do investimento. Uma pesquisa realizada pela consultoria IT Data, de São Paulo, detectou que o item que mais preocupa entre os desafios a serem enfrentados pelos CIOs (diretores de tecnologia de empresas) é justamente o treinamento dos profissionais. “Infelizmente quando as empresas precisam cortar custos começam pelo treinamento. E elas estão usando tecnologias cada vez mais sofisticadas, mas não têm pessoal para fazê-las funcionar”, diz Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da IT Data. Segundo ele, esse déficit faz as empresas contratarem serviços de outsourcing (terceirização de serviços de tecnologia). As exigências das empresas nos seus anúncios de oferta de trabalho para TI também acabam limitando as contratações, segundo Ivair. Um exemplo são os pedidos para profissionais de segurança da informação, com mínimo de quatro ou cinco anos de experiência. “Pouquíssimos profissionais têm essa experiência, e são caros e valorizados”, diz Rodrigues. Ele lembra que o ritmo de trabalho dos profissionais de TI “é estafante, apagando incêndios o tempo todo, e eles precisam de tempo para aprender coisas novas”. Geral Considerando todos os setores pesquisados, o setor Industrial ainda lidera a pesquisa com 42% das vagas captadas por São Paulo, sendo as que mais geraram oportunidades as empresas Automobilísticas, de Autopeças, Bens Consumíveis e Cosméticos. Já no Rio de Janeiro, o setor responde por 32% das vagas captadas contra 34% do setor de Serviços. O setor Financeiro, no entanto, está em queda livre. Em abril, representou 9% das vagas disponíveis, taxa que caiu para 4% no mês de maio. Ao todo a pesquisa computou um total de 915 vagas, sendo 665 captadas pelo escritório de São Paulo e 250 pelo do Rio de Janeiro. Em relação ao mês de abril de 2006, houve um crescimento de 18%. Se a comparação for feita com maio de 2005, o percentual pula para 55%, no aumento da captação de oportunidades profissionais.
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