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Muito mais do que secretárias
"Nova fase da área secretarial aumenta oportunidades no mercado." Data da Notícia: 21/02/2006 Fazer e servir cafezinho, arquivar documentos, atender telefones, enviar
telegramas... do estereótipo clássico que marcou as secretárias durante
muito tempo, restaram apenas algumas piadas preconceituosas. Aos poucos,
estas profissionais foram conquistando seu espaço no mercado de trabalho e,
finalmente, o mundo começou a enxergar o Secretariado Executivo com outros
olhos. Assim como os próprios executivos, estas personagens estão se
tornando cada vez mais importantes para as organizações de todos os
setores.
Esta valorização profissional tem contribuído muito para o crescimento e
desenvolvimento da área. Se antes as secretárias eram tidas como "babás"
dos executivos, hoje suas funções foram transformadas e ampliadas. "As
tarefas não são mais de apoio e sim de complementação das atividades. Esta
profissional é uma assessora, gerenciadora de informação, de serviços e
pessoas", explica a coordenadora do curso de Secretariado Executivo da
Universidade Metodista de São Paulo, Ana Maria Martins.
Esta característica multifuncional tem atraído os olhares de diversos
setores. Por isso, o campo de atuação da secretaria está cada vez mais
amplo. Os profissionais de secretariado podem atuar tanto em empresas
públicas e privadas, como nas organizações de pequeno, médio e grande
porte. "As secretárias executivas são formadas para trabalhar na gerência,
diretoria, vice-presidência e presidência destas companhias", conta Ana
Maria. Além disso, o mundo acadêmico vem abrindo espaços ainda maiores para
os recém-formados.
Em geral, os estudantes conseguem ingressar na área antes mesmo de
concluir a graduação. Mas não é tão simples quanto pode parecer. "O mercado
tende a ser estável, principalmente por ser um cargo de confiança onde a
rotatividade é muito baixa", assegura a gerente da Task Force, uma divisão
da Gelre - empresa especializada em recrutamento e seleção de profissionais
-, Vera Modolo.
E mais: a concorrência, como em outras áreas, também é um problema
crescente no Secretariado Executivo. Por isso, o mercado de trabalho é cada
vez mais exigente. "Não basta ter diploma. É preciso ter conhecimentos de
administração de empresas, informática e idiomas. Além disso, eficiência,
serenidade, simplicidade, capacidade de decisão e organização,
criatividade, iniciativa e competência são requisitos básicos para estas
profissionais", alerta Vera.
Todas estas mudanças também contribuem muito para a melhoria da
remuneração destas profissionais. "Justamente por serem cargos de
confiança, os salários são muito altos, se comparado com as demais áreas do
conhecimento", afirma Ana Maria. A coordenadora afirma que os salários de
recém-formadas variam de R$ 1.600 a R$ 3.000.
Esta transformação pela qual a profissão secretarial está passando tem
contribuído para aumentar a procura por formação superior na área e,
conseqüentemente, para a criação de novos cursos. Segundo levantamento
feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira), existem, atualmente, 74 cursos de Secretariado Executivo
no Brasil. O total de matrículas anuais é de 6.965, contrapondo-se bastante
ao número de concluintes, 1.159.
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