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Calouro é queimado com produto químico
em SP
"Os responsáveis pela violência podem pegar de um a cinco anos de detenção, que pode ser ampliada para até oito anos, caso haja deformidade permanente na vítima." Data da Notícia: 15/02/2006 Um calouro da Unifran (Universidade de Franca), no interior de São Paulo,
foi queimado no pescoço e cabelo por um produto químico jogado durante o
trote da faculdade na segunda-feira. Aparentemente, o estudante de
administração de empresas Tiago Rosa Careta, 21 anos, foi atingido por uma
solução de permanganato de potássio, produto usado como bactericida,
fungicida, desinfetante e no tratamento de água potável. O laudo oficial
sobre o produto sairá em uma semana.
O líquido foi jogado, segundo a polícia, por uma caloura da universidade. O
incidente ocorreu em frente à Unifran, mas fora da instituição. Os trotes
estão proibidos há cinco anos.
Segundo Careta, os veteranos rasgaram roupas dos alunos, jogaram tinta,
tiraram tênis e calças. Dez calouros tiveram ferimentos e foram atendidos
no ambulatório da universidade. O estudante de administração foi internado
na Santa Casa. Segundo informou o cirurgião plástico Eurípedes José
Florentino Motta, a queimadura é de grau "moderado" e ainda não é possível
dizer se haverá seqüelas.
A família informou que processará o autor do ataque. A Polícia Civil abriu
inquérito para apurar lesão corporal intencional. Os responsáveis pela
violência podem pegar de um a cinco anos de detenção, que pode ser ampliada
para até oito anos, caso haja deformidade permanente na vítima.
Uma aluna suspeita da agressão, Bruna Barbosa Durães, 18 anos, prestou
depoimento na tarde ontem e disse que um veterano, de nome Alisson, teria
levado o produto. O estudante vai depor hoje à tarde. Careta teve alta
ontem. |
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