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Mulheres dominam as universidades
"Não há estudos que expliquem o fenômeno da explosão de matrículas femininas no ensino superior, mas há algumas possíveis respostas."

Data da Notícia: 30/01/2006


Em 13 anos, o número de mulheres matriculadas em instituições de ensino
superior cresceu 22% a mais que as matrículas de homens. No mesmo período,
entre 1991 e 2004, o número de estudantes do sexo feminino cresceu 181%
frente ao crescimento de 148% de estudantes masculinos, segundo dados do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

 De acordo com a gerente de projetos da Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres, Dirce Grosz, o aumento da escolarização das mulheres
começou a ser verificado na década de 80. Ela diz que não há estudos que
expliquem o fenômeno da explosão de matrículas femininas no ensino
superior, mas há algumas possíveis respostas. "Há uma proporção maior de
mulheres na população, principalmente a partir dos 20 anos de idade. Tem
mais mulheres terminando o ensino médio do que homens. E, ao mesmo tempo, a
mulher está buscando se aperfeiçoar para conseguir uma melhor colocação no
mercado e no mundo do trabalho", avaliou Dirce. 

 Entre 1991 e 2004, o número de matrículas de mulheres passou de 833 mil
para 2,3 milhões, enquanto que as de homens passaram de 731 mil para 1,8
milhão. Dirce Grosz explica que essa maior participação resulta em uma
melhor qualificação da mulher. A escolarização maior, no entanto, não é
suficiente para acabar com a disparidade de salários entre homens e
mulheres. "Se olharmos as pesquisas, as mulheres recebem até 60% do que um
homem recebe para fazer o mesmo trabalho, no mesmo posto, no mesmo tempo",
alerta. 

 O diretor de Estatísticas do Ensino Superior do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Dilvo Ristoff, compartilha da
análise de Dirce Grosz. Ele acrescenta, no entanto, que esse fenômeno expõe
um problema do sistema educacional brasileiro: a evasão escolar dos homens
por conta do trabalho. 

 Se em 1991, a diferença de matrículas entre os dois sexos era de 132 mil,
hoje ela já chega a 529 mil. Atualmente, cerca de 56% das matrículas nos
cursos de graduação pertencem às mulheres. Isso em uma sociedade em que as
mulheres representam cerca de 50,7% da população.		

Fonte: Paraná On-line



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