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ProUni atrai 1 milhão de estudantes
parados
"O MEC prevê uma avalanche de candidatos, muito mais que os cerca de 400 mil do ano passado." Data da Notícia: 06/12/2005 Cerca de 1 milhão de pessoas que terminaram o ensino médio e pararam de
estudar podem se inscrever no Programa Universidade Para Todos (ProUni),
apostando na bolsa de estudos do governo federal para tentar um curso
superior.
Elas estão entre os 2.199.635 que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) de 2005 e o Ministério da Educação sabe que grande parte só
participou da avaliação porque isso é pré-requisito para pleitear uma bolsa
do ProUni.
O MEC prevê uma avalanche de candidatos, muito mais que os cerca de 400
mil do ano passado.
Dos que fizeram o Enem em 25 de setembro, 45,5% já estavam fora da escola.
Os demais 54,5% são estudantes que terminam neste ano o ensino médio e
tendem, em geral, a usar o Enem apenas como reforço na pontuação dos
vestibulares que estão prestando para 2006. Mas também eles podem se somar
ao milhão que parece estar de olho no ProUni.
Nota As grandes preocupações do ministério começam no número de bolsas
disponíveis e vão até a baixa capacidade dos candidatos de efetivamente
cursar uma universidade.
O problema das bolsas é que estão previstas inicialmente apenas 100 mil
para 2006; o problema destes 2 milhões de estudantes do Enem é que 60%
deles tiveram desempenho de insuficiente a regular, informa Ataíde Alves,
diretor de Avaliação e Certificação do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais (Inep), que coordena o exame.
Se houver uma nota mínima do Enem para pleitear uma bolsa do ProUni, a
maioria deve ficar de fora da seleção, uma frustração para milhares de
jovens de baixa renda que viram no programa a única chance de se graduar e
melhorar de vida. A questão é delicada.
Janela O MEC deixou aberta uma janela para que não haja esta nota mínima.
Isso ainda não está definido, diz o diretor do Departamento de Modernização
e Programas da Educação Superior do MEC, Celso Carneiro Ribeiro. Cuidadoso,
ele prefere dizer que é possível que haja uma nota de corte, lembrando que
na primeira inscrição para o programa, em 2004 para o ano de 2005, também
ficou indefinida esta questão - mas a nota de corte foi adotada.
A falta de uma nota mínima não significa que o bolsista do ProUni vai
entrar automaticamente numa faculdade ou universidade particular. O
programa prevê que as instituições podem aplicar uma prova seletiva e
rejeitar quem não tiver condições mínimas de fazer um curso superior -
neste caso, o bolsista perde o benefício. Mas isso fica a critério de cada
instituição.
Bolsas No plano da oferta de bolsas, o MEC se esforça para garantir o
maior número de instituições no programa. O número de bolsas para 2006
garantidas até o momento é segredo no ministério. Muitas instituições
começaram a cuidar da documentação mais tarde e os dados ainda estão
chegando, mas podemos dizer que estamos muito satisfeitos com o que temos
até o momento, disse Ribeiro.
O prazo para a adesão das instituições foi ampliado duas vezes. Era para
terminar no dia 25 de novembro; depois, acabaria nesta sexta-feira; agora,
foi esticado para a próxima sexta, dia 9. É a data final, garante Ribeiro,
que justifica a demora das instituições: As que já participam do ProUni não
podem simplesmente renovar a adesão para 2006, elas precisam prestar contas
de sua participação no programa.
Rendimento Além de conferir o número de bolsas concedidas com o volume de
benefícios fiscais recebidos do governo federal, como estabelece o ProUni,
a instituição também tem de informar ao MEC como anda a vida acadêmica dos
bolsistas. Isso pegou muitas faculdades e universidades de surpresa. Mas o
governo tem gostado de alguns números.
A Universidade Potiguar, de Natal, informou que dos 290 alunos bolsistas
242 tiveram nota entre 7 e 9 e só quatro ficaram com nota menor que 7. O
Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) relatou que bolsistas
estavam entre os alunos de melhor desempenho em 17 cursos de 18 avaliados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pinçou estes dados recentemente,
para afirmar que alunos do ProUni estão se saindo melhor do que os demais.
À espera das instituições, o MEC acabou jogando para a frente também o
esperado início das inscrições dos alunos. Começaria em 28 de novembro,
passou para 5 de dezembro e agora está para começar no dia 12, terminando
em 2 de janeiro. É provável que no próprio dia 12 o MEC possa dizer quantas
bolsas serão oferecidas para 2006. |
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