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Mulheres ficam mais tempo na escola dos
que os homens
"O levantamento constatou ainda que o analfabetismo está caindo." Data da Notícia: 30/11/2005 Se estudo e educação constroem mesmo formadores de opinião, as mulheres
devem decidir os rumos do Brasil em um futuro não muito distante. Segundo a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004 elas ficavam mais tempo na
escola e somavam apenas a metade da quantidade de analfabetos homens.
Além desses dados, o levantamento constatou que o analfabetismo está caindo
e mostrou a cara e o bolso dos universitários brasileiros.
Mulheres estudam mais
Independente da faixa de idade, o estudo informou que as mulheres estão em
um nível escolar superior ao dos homens. Enquanto 26% delas concluíram pelo
menos o ensino médio, entre os homens esse índice fica em 22,4%.
Também entre as trabalhadoras, o nível educacional é superior ao do homem.
Elas concluem o ensino médio em 40% dos casos; 10,8 pontos percentuais
acima deles. Eles só são mais escolarizados em idades mais elevadas,
resultado dos tempos em que as mulheres não eram estimuladas a estudar,
como hoje.
Analfabetismo
Também de acordo com a pesquisa, enquanto as analfabetas somam 2,4% das
meninas, esse índice mais do que dobra quando os meninos são analisados:
5,2% deles não sabem ler nem escrever.
Apesar desses dados, o total de analfabetos no Brasil vem diminuindo, mas
ainda é de 10,5% da população acima dos 10 anos e de 11,4% para aquelas a
partir dos 15 anos. Mesmo assim, somente 2,9% das crianças de sete a 14
anos não freqüentaram a escola no ano passado, informa o levantamento.
Regionalismo>/u>
A boa notícia vem do Nordeste. Entre 1999 e 2004 o analfabetismo caiu 0,4%
para estudantes a partir dos 15 anos. "Isso é muito positivo porque mostra
que o esforço do governo na redução da taxa de analfabetismo, com o
programa Brasil Alfabetizado, que tem dado resultados", avaliou o diretor
de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Timothy Ireland.
Mesmo assim, a região é a segunda em analfabetismo no País, com 3,9% das
crianças entre sete e 14 anos. O Nordeste perde apenas para o Norte do
País, com 5,1% de analfabetos nesta faixa-etária. Nas outras regiões, este
índice cai para 2,8% (Centro-Oeste), 2,2% (Sul) e 1,9% (Sudeste).
Rede pública
A rede pública de ensino é um dos principais indicadores da desigualdade de
oportunidades no Brasil. Enquanto as escolas públicas são a única opção de
75,7% daqueles que estudam, essa proporção cai para 26,1% quando o assunto
é universidade pública: três em cada quatro universitários estudam em
instituições particulares.
Outra diferença gritante entre escolas públicas e particulares está na
quantidade de alunos que se dividem por essas duas instituições. Enquanto a
primeira abriga 5,5 mil alunos em cada unidade, a segunda não suporta mais
do que 1,6 mil. Em compensação, esta segunda oferece o dobro dos cursos
disponíveis nas públicas. No total, revela o Censo do Ensino Superior de
2003, o Brasil reúne 3,9 milhões de graduandos. |
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